A embaixadora de Angola em Espanha, Balbina da Silva, exortou a comunidade angolana residente naquele país a manter viva a chama do amor à pátria e contribuir activamente para o seu desenvolvimento.
O apelo foi expresso no âmbito das celebrações do 17 de Setembro - Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, realizada pela Missão Diplomática de Angola no Reino de Espanha, cujo acto oficial assinalou, no passado sábado, o 104.º aniversário natalício do Presidente António Agostinho Neto.
Ao intervir na cerimónia, Balbina da Silva referiu que os estudantes angolanos na diáspora devem encarar as ideias do Fundador da Nação como uma inspiração viva, para buscar a excelência académica, lembrando que o conhecimento é a ferramenta mais poderosa para o progresso de qualquer país.
A intemporalidade do pensamento político, social e literário de Agostinho Neto, cuja visão estratégica e humanismo transcenderam de forma indelével as fronteiras nacionais no continente, é, no entender da diplomata, guia para "manter viva a chama do amor à pátria".
A embaixadora angolana destacou, ainda, a projecção universal de Agostinho Neto em terras espanholas, pelo facto do Herói Nacional ser o primeiro e único Presidente africano, cujo busto adorna a Biblioteca María Zambrano da prestigiada Universidade Complutense de Madrid.
Durante a cerimónia, foi depositada, também, uma coroa de flores em memória do Fundador da Nação, prestando, assim, uma justa e institucional homenagem ao líder da Independência.
Testemunho de antiga combatente
O acto foi marcado, também, por emoção e o rigor histórico, com o testemunho da antiga combatente e coronel Maria Helena Diniz Carreira, viúva de Henrique Alberto Quádrios Teles Carreira (general Iko Carreira).
Na sua alocução sobre a dimensão humanista do primeiro Presidente de Angola, a coronel recordou as lágrimas de Neto ao acompanhar os relatos jornalísticos sobre a chegada do MPLA, enaltecendo a coragem ímpar para a conquista da soberania nacional.
A antiga combatente apelou às novas gerações no sentido de valorizar o sacrifício, suor e as lágrimas daqueles que lutaram, muitos dos quais mortos, em prol do alcance da Independência Nacional.




