Conselho Económico E Social Recomenda… Mais Do Mesmo

Segundo o coordenador-adjunto do Conselho para a área social, Wanderley Ribeiro, a criação da equipa, que designou força-tarefa, vai actuar de forma coordenada, rápida e focada nos problemas mais críticos.
No domínio da Saúde, o Conselho Económico e Social ressaltou a necessidade de investimento na rede primária, responsável pelo atendimento inicial da população, como complemento à rede terciária.
A expansão de camas hospitalares e a formação de profissionais foram consideradas prioridades a curto e médio prazos, para garantir um atendimento básico de forma eficaz às comunidades rurais e urbanas periféricas.
No sector do Ensino, o CES identificou desafios acentuados no meio rural, tendo como base o Censo de 2024, e defendeu o reforço de infra-estruturas escolares e a capacitação de recursos humanos, para reduzir desigualdades regionais e elevar a qualidade do ensino.
O crescimento demográfico foi apontado como um factor que pressiona serviços essenciais, razão pela qual está a ser desenvolvido um estudo aprofundado para orientar políticas públicas mais estratégicas e sustentáveis.
O Conselho defendeu igualmente investimentos públicos em regiões afectadas pela seca, como a província do Cunene, e realçou o papel das igrejas no apoio social e educacional em comunidades rurais.
Entretanto, o Presidente do MPLA ouviu ainda o Conselho Económico e Social sobre as criptomoedas, actividade que, apesar de proibida em Angola, cresceu nos últimos anos, com prejuízos para o Estado, nomeadamente a nível do sistema energético.
De acordo com Wanderley Ribeiro, o tema das criptomoedas dominou as questões apresentadas pelo Presidente general João Lourenço.
“É um tema polémico e o Conselho esteve a reflectir sobre isso, a olhar desafios e oportunidades em torno deste tema”, disse Wanderley Ribeiro, realçando que Angola tem legislação que proíbe esta actividade no país.



