Defendida coesão entre os parlamentos

As presidentes das assembleias de Moçambique, Margarida Talapa, e de Timor-Leste, Maria Fernanda Lay, defenderam quarta-feira, em Luanda, o reforço da unidade e da coesão entre os parlamentos da CPLP.
Para as parlamentares, a aproximação institucional é um passo fundamental para impulsionar o desenvolvimento social e económico dos povos dos Estados-membros. O posicionamento foi manifestado em declarações aos jornalistas após audiências concedidas, em separado, pelo presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida. Os encontros ocorreram à margem da XV Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da CPLP (AP-CPLP). A presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa, manifestou forte expectativa quanto ao sucesso do evento, garantindo que estão criadas as condições logísticas e políticas para o arranque das sessões. No quadro das relações bilaterais, a líder moçambicana recordou que as duas instituições assinaram um Memorando de Entendimento focado no aumento da troca de experiências. O acordo foi selado em Abril último, durante a visita oficial do líder parlamentar angolano a Maputo. “Fizemos uma avaliação positiva dessa visita e, sobretudo, da implementação do Memorando, ao abrigo do qual já iniciámos o intercâmbio de delegações. Enviámos para Angola duas comissões de trabalho e recebemos também uma comitiva angolana", sublinhou Margarida Talapa, reforçando o objectivo de estreitar os laços históricos de amizade entre os dois países. Por sua vez, a presidente do Parlamento de Timor-Leste, Maria Fernanda Lay, augurou que a XV Sessão Intercalar represente um novo impulso para a organização. A líder timorense reconheceu que a dinâmica da AP-CPLP registou um abrandamento nos últimos tempos, mas mostrou-se convicta de que o reforço da cooperação poderá inverter o cenário actual. “Existe muita instabilidade e turbulência a acontecer actualmente no mundo. Esperamos que, no seio da CPLP, possamos resolver os problemas internos da própria organização”, afirmou Maria Fernanda Lay. A dirigente apontou a necessidade urgente de aperfeiçoar os mecanismos de concertação e promover uma actuação mais eficaz e unificada entre os parlamentos lusófonos. Relativamente à cooperação directa com Angola, a responsável adiantou que estão a ser identificadas áreas de trabalho conjunto que visam impactar positivamente o bem-estar e as condições sociais das populações de ambos os países. Maria Fernanda Lay apontou, também, a necessidade de a organização reforçar os mecanismos de cooperação, bem como promover uma actuação mais eficaz entre os parlamentos dos países de língua portuguesa.


