Angola reafirmou, ontem, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o compromisso com o desarmamento multilateral, o controlo de armamentos e a não proliferação de armas de destruição massiva, defendendo a adopção de medidas concretas para reduzir os riscos de conflitos e reforçar a paz e a segurança internacionais.
A posição foi expressa pelo representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz, durante o Debate Geral da Primeira Comissão da 81.ª Sessão da Assembleia-Geral, realizado num contexto internacional marcado pela persistência de conflitos, pelo aumento das despesas militares, pelo agravamento da desconfiança entre os Estados e pelos desafios decorrentes da rápida evolução tecnológica.
Na sua intervenção, o diplomata sublinhou que a Carta das Nações Unidas deve continuar a constituir o fundamento da segurança colectiva, destacando a im/ portância do respeito pela soberania e integridade territorial dos Estados, da não utilização da força e da resolução pacífica de diferendos.
Evocando a experiência de Angola em matéria de conflitos e consolidação da paz, o embaixador considerou que o desarmamento deve traduzir-se em resultados concretos para as populações, contribuindo para reduzir o sofrimento humano, prevenir o ressurgimento da violência e criar condições favoráveis ao desenvolvimento sustentável.
No domínio do desarmamento nuclear, reafirmou que a eliminação total das armas nucleares constitui a única garantia absoluta contra a sua utilização ou ameaça de utilização, apelando ao cumprimento integral das obrigações decorrentes do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e ao reforço das zonas livres de armas nucleares, incluindo o Tratado de Pelindaba.
Francisco da Cruz destacou, igualmente, a importância de preservar o direito dos Estados à utilização pacífica da energia nuclear.




