O ministro das Relações Exteriores, Téte António, visitou, quinta-feira, em Durban, África do Sul, o Centro Africano para a Resolução Construtiva de Conflitos (ACCORD, na sigla em inglês), destacando a importância das soluções africanas para paz e segurança no continente.
De acordo com uma nota enviada ao Jornal de Angola, durante a visita realizada à margem da sessão extraordinária do Conselho de Ministro da SADC, o chefe da diplo- macia angolana conheceu os trabalhos desenvolvidos pela ACCORD, organização africana dedicada à prevenção e resolução de conflitos, através da mediação, diálogo, investigação, formação e do apoio ao continente e às instituições.
A visita do ministro das Relações Exteriores, refere o documento, enquadra-se no compromisso de Angola com o reforço das soluções africanas para os problemas africanos, bem como com a promoção do diálogo, da concertação e da cooperação regional como instrumentos fundamentais para a consolidação da paz e da estabilidade.
A deslocação permitiu identificar oportunidades de aprofundamento da cooperação e de intercâmbio de experiências entre Angola e instituições africanas especializadas em matéria de paz, segurança, mediação e prevenção de conflitos. Serviu, igualmente, para abordar os actuais desafios da paz e segurança no continente africano, com destaque para a necessidade de reforçar as capacidades e os mecanismos africanos de prevenção, gestão e resolução de conflitos.
O ACCORD desenvolve respostas baseadas no diálogo, negociação, mediação, construção de consensos, trabalhando com governos, União Africana, organizações regionais, Nações Unidas, sociedade civil, mediadores e actores locais.
No âmbito da sua estratégia de 2022-2026, o Centro atribui particular importância ao reforço das respostas institucionais da União Africana e das comunidades económicas regionais perante conflitos cada vez mais complexos.
A instituição, que tem como presidente do Conselho de Administração a moçambicana Graça Machel, desenvolve, igualmente, actividades de mediação, negociação, análise, gestão de conflitos, formação, prevenção, capacitação, apoio à formulação de políticas de paz e segurança e facilitação do diálogo político entre as partes envolvidas em situações de crise.




