O Instituto de Defesa Nacional (IDN) lançou, na última sexta-feira, em Luanda, o primeiro “Caderno Estratégico de Defesa e Segurança”, uma publicação destinada a preservar, sistematizar e difundir o conhecimento produzido no âmbito das actividades de formação e investigação da instituição.
A obra conta com as contribuições científicas dos generais Geraldo Sachipengo “Nunda” e José de Sousa “Zé Grande”, do tenente-general André Kizua, do director-geral do IDN, Hélder Cafala, e do académico e professor universitário Osvaldo Isata.
Apresentada no âmbito das comemorações do 29.º aniversário do Instituto de Defesa Nacional (IDN), a publicação reúne, de forma organizada e cientificamente estruturada, os conteúdos dos módulos ministrados em cursos, seminários, jornadas e conferências da instituição.
O documento assume-se, assim, como uma ferramenta indispensável de consulta, estudo, investigação e apoio à tomada de decisão estratégica.
Com 125 páginas divididas em cinco módulos, o Caderno aborda temas essenciais como a governação e o interesse nacional, a liderança estratégica, as dimensões da segurança ampliada e a governação como instrumento de estabilidade, paz e desenvolvimento.
O índice inclui ainda debates sobre coordenação política, diferenças de cultura organizacional e as formas clássicas e modernas de governação.
A publicação destina-se a decisores políticos, dirigentes da Administração Pública, oficiais dos Órgãos de Defesa e Segurança, investigadores, estudantes e cidadãos interes- sados na compreensão dos desafios estratégicos contemporâneos.
Afirmação intelectual
Ao discursar na cerimónia, o secretário de Estado para a Protecção dos Objectivos Estratégicos do Ministério da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, António Queirós, considerou o lançamento do “Caderno Estratégico de Defesa e Segurança Nacional” um acto de afirmação intelectual e institucional.
O governante destacou que a publicação demonstra que o IDN não se limita a transmitir saber, mas assume o papel activo de produzir conhecimento, promover a reflexão, antecipar cenários e contribuir directamente para a construção do pensamento estratégico nacional.
“Um país que pretende salvaguardar os seus interesses, afirmar a sua soberania e proteger-se precisa de instituições capazes de pensar para além da urgência do presente”, salientou.
Por sua vez, o director-geral do IDN, Hélder Cafala, sublinhou que celebrar os 29 anos da instituição significa recordar os precursores que sonharam, dirigiram e leccionaram na casa, bem como todos aqueles que, longe dos holofotes, contribuíram para o seu crescimento e consolidação.
O responsável recordou que, ao longo desta caminhada de quase três décadas, o IDN soube trilhar um caminho sólido, assente no respeito pelo legado histórico, na humildade perante a responsabilidade institucional e na ambição em relação ao futuro.




