O embaixador de Angola nos Estados Unidos da América, Agostinho Van-Dúnem, participou, no dia 22 de Agosto, nas celebrações alusivas ao African Landing, realizadas em Fort Monroe, no Estado da Virgínia.
A delegação angolana integrou igualmente o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, João Baptista da Costa, a cônsul-geral da República de Angola em Houston, Ana Paula do Nascimento, entre outros membros.
As actividades, promovidas pelo Project 1619, visam preservar a memória da chegada dos primeiros africanos à Virgínia, em 1619, conferindo particular significado à presença de Angola num evento que evoca os laços históricos entre o país, a Virgínia e a comunidade afro-americana.
Na sua intervenção, Agostinho Van-Dúnem recordou que muitos dos africanos que chegaram a Point Comfort, em Agosto de 1619, eram provenientes da região da África Central correspondente, em grande medida, ao actual território de Angola.
O embaixador sublinhou que recordar esta história significa homenagear homens e mulheres que, apesar de privados da liberdade, preservaram a humanidade, a cultura e a identidade, deixando um legado que permanece vivo através das gerações.
Agostinho Van-Dúnem destacou ainda que, embora as relações diplomáticas entre Angola e os Estados Unidos pertençam à história contemporânea, os vínculos entre os dois povos remontam a mais de quatro séculos.
Segundo o diplomata, esta memória comum deve contribuir para fortalecer as relações de Angola com Hampton, Fort Monroe, o Project 1619 e as comunidades afro-americanas, através da cultura, educação, investigação histórica e intercâmbio entre as novas gerações.
“Não podemos mudar o que aconteceu em 1619. Podemos, contudo, decidir o que fazemos hoje com essa memória”, afirmou o embaixador, defendendo a valorização de Point Comfort como espaço de memória, dignidade, liberdade e conhecimento.
Exposição sobre Angola
No quadro da visita a Fort Monroe, a delegação angolana conheceu igualmente a exposição temporária promovida pela Embaixada de Angola no Centro de Visitantes.
A mostra é dedicada à evolução das relações entre Angola e os Estados Unidos e à riqueza histórica e cultural dos povos Ovimbundu.
A exposição apresenta Angola para além da memória de 1619, dando a conhecer a diversidade cultural do país e a evolução da relação com os Estados Unidos, que abrange actualmente o diálogo político, comércio e investimento, educação, cultura e cooperação institucional.
A presença da exposição em Fort Monroe estabelece uma ponte entre a memória dos primeiros angolanos documentados que chegaram à Virgínia há mais de quatro séculos e as relações que Angola e os Estados Unidos constroem no presente.



