O acto central alusivo ao nascimento do líder fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, que teria lugar, sabádo, na cidade do Uíge, ficou marcado por actos de desacatos às autoridades e de tentativa de vandalização de bens públicos por parte de militantes daquele partido.
O porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional no Uíge, superintendente-chefe Freitas Zamas, esclareceu à imprensa que os actos foram protagonizados por militantes e simpatizantes da UNITA. A acção ocorreu devido à proibição de uma actividade partidária junto ao Tribunal da Comarca local, um órgão de soberania. “Um partido político pretendia realizar um acto em frente a um órgão de soberania, o que, por lei, é proibido. Diante disso, as forças de segurança foram accionadas para impedir a actividade”, declarou Freitas Zamas. revelando que foi indicado um outro local, mas a UNITA não aceitou. “Reprovamos essa atitude e apelamos aos militantes e simpatizantes dos partidos políticos para que evitem esse tipo de comportamento”, exortou o porta-voz da Polícia Nacional na província do Uíge.Os actos de arruaça ocorreram na Rua 1.º de Agosto e junto às instalações do Secretariado Provincial da UNITA, no centro da cidade. De acordo com o porta-voz, a situação obrigou as forças da ordem a efectuar disparos de advertência para dispersar os apoiantes do partido do “Galo Negro”. Na sequência dos acontecimentos, os militantes e simpatizantes da UNITA impediram que os profissionais da comunicação social fizessem a cobertura do acto. Os jornalistas foram obrigados a retirar-se do local sob ameaças e discursos de ódio. O secretário-geral da UNITA, Liberty Chiyaka, afirmou que os incidentes resultaram da tentativa da Administração Municipal do Uíge de impor o local para a realização do acto político, uma exigência que o partido não aceitou. “A UNITA solicitou dois locais para a realização da actividade, mas não foram aceites. Eles sugeriram um local cheio de poeira, o que não podíamos aceitar”, referiu.




