O secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Custódio Vieira Lopes, destacou na última segunda-feira o empenho do Presidente João Lourenço na mediação, prevenção e resolução diplomática de conflitos no continente.
Ao discursar na 20.ª Reunião do Comité Regional Interministerial (CRIM) da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), o governante sublinhou o papel do Chefe de Estado angolano como “Campeão para a Paz e Reconciliação em África”.
Durante o encontro, presidido pelo Chefe de Estado zambiano, Hakainde Hichilema, o secretário de Estado apresentou o balanço das acções de Angola na implementação do Pacto da CIRGL, com foco na estabilidade regional e no desenvolvimento económico e social.
No capítulo da paz e segurança, o diplomata realçou a realização da 21.ª Sessão Extraordinária da União Africana (UA), ocorrida em Luanda nos dias 29 e 30 de Agosto de 2026, sob o lema “Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África”.
Segundo nota de imprensa da Embaixada de Angola na Zâmbia, citada pela Angop, o secretário de Estado enalteceu também a articulação do Secretariado da CIRGL com a UA, que garantiu à organização o estatuto de Parceiro Regional de Cooperação em Fevereiro deste ano.
No plano socioeconómico, foram destacados os avanços das reformas macroeconómicas iniciadas por Angola em 2018 para promover a estabilidade financeira e a diversificação económica.
Vieira Lopes apontou ainda os investimentos estruturantes do Estado no combate à pobreza, na construção de infra-estruturas sociais — como escolas e hospitais — e na expansão das redes de água e energia eléctrica para as famílias.
A delegação angolana ao evento integrou o representante permanente de Angola junto da CIRGL, Domingos de Almeida da Silva Coelho, o embaixador na Zâmbia, Albino Malungo, e técnicos do Ministério das Relações Exteriores (MIREX).
O encontro de alto nível reuniu ministros e delegações oficiais de Angola, Burundi, República Centro-Africana, República Democrática do Congo (RDC), Quénia, Rwanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.
Com uma agenda focada na estabilidade do continente, os representantes estabeleceram como metas prioritárias a avaliação minuciosa da crise humanitária e da segurança regional — severamente afectada por conflitos transfronteiriços.
Adicionalmente, a mesa de trabalhos dedicou especial atenção à análise minuciosa do nível de cumprimento e do impacto real das decisões estratégicas tomadas na cimeira anterior, realizada em Kinshasa em Novembro de 2025.
Nesse sentido, os re-presentantes debateram a formulação de estratégias conjuntas e mecanismos inovadores de arrecadação de receitas, visando superar os complexos desafios financeiros e os constrangimentos orçamentais crónicos que, actualmente, condicionam a capacidade operacional e a eficácia das missões da organização no terreno.




