A diplomacia angolana, desde os primórdios da luta pela independência, assumiu um papel central na afirmação do Estado angolano no concerto das nações, sobretudo na sequência da conquista da paz e dos esforços para a reconstrução nacional, afirmou o embaixador de Angola no Botswana, Sandro de Oliveira.
Ao abordar, recentemente, o contributo das embaixadas e dos serviços consulares no processo de desenvolvimento do país, o diplomata foi peremptório ao assegurar que a diplomacia foi capaz de transmitir ao mundo uma nova imagem da República de Angola.
O embaixador considerou, ainda, que a diplomacia tem tido um desempenho positivo ao longo da sua história, categorizada em três etapas essenciais: luta pela Independência, afirmação diplomática e diplomacia económica.
“No período da luta pela libertação de Angola, a diplomacia jogou um papel fundamental na defesa externa da causa do povo angolano e na angariação de apoio político, moral e material para a nossa luta, com muito êxito”, acrescentou o diplomata no Botswana, para em seguida esclarecer que actualmente o foco assenta na diplomacia económica.
O principal propósito, disse, reside na busca de parcerias estratégicas para impulsionar o desenvolvimento económico sustentável de Angola, apoiando os esforços para a diversificação económica, aumentando o contributo do sector não petrolífero ao Produto Interno Bruto (PIB).
Sandro de Oliveira ressaltou que se o país tiver diplomatas melhor capacitados, terá a oportunidade de ocupar maior número de vagas nas organizações regionais e internacionais, onde a presença permanece, ainda, débil.
Cooperação com Botswana
Instado a analisar os benefícios da relação de cooperação com o Botswana, o embaixador destacou o facto de o país vizinho ser um caso de sucesso global no ecoturismo de luxo.
O Delta do Okavango, na zona de Maun, explicou o diplomata angolano, atrai anualmente cerca de 200 mil visitantes directos, arrecadando cerca de 500 milhões de dólares por ano.
“Em termos agregados, no pico de 2018, o Botswana recebeu mais de 1,8 milhões de turistas em todo o território, demonstrando a robustez do seu mercado de safari e natureza, suportados por acampamentos e unidades hoteleiras de alta gama”, referiu.
Para o embaixador no Botswana, a vertente angolana do Okavango, que se estende pelas províncias do Cuando, Cubango e Moxico, é a “última fronteira” inexplorada do sistema, sublinhando que Angola tem a rara oportunidade de desenvolver o seu troço do zero, aplicando os melhores padrões internacionais.




