Luanda – O cônsul-geral de Angola em Guangzhou, António Nascimento, considerou, esta sexta-feira, a reconciliação nacional uma das dimensões importantes da governação do Presidente da República, João Lourenço.
Luanda – O cônsul-geral de Angola em Guangzhou, António Nascimento, considerou, esta sexta-feira, a reconciliação nacional uma das dimensões importantes da governação do Presidente da República, João Lourenço.
Em declarações à ANGOP, em reacção à Mensagem sobre o Estado da Nação do Presidente da República, João Lourenço, endereçada quinta-feira por ocasião da abertura do ano parlamentar, o diplomata disse que nos dois de mandatos presidenciais são notórios s progressos alcançados no processo de reconciliação nacional.
Reconheceu o trabalho que a Comissão para Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP) tem desenvolvido na localização e identificação de vítimas dos conflitos políticos ocorridos no país, bem como de entrega dos restos mortais às respectivas famílias.
António Nascimento referiu que, em 2026, os trabalhos prosseguem, com novos processos de identificação e entrega de restos mortais aos familiares das vítimas.
Por isso, o diplomata considerou importante que o Presidente da República tenha feito uma referência clara ao significado deste processo, não apenas do ponto de vista institucional, mas sobretudo humano.
Sublinhou que a reconciliação nacional não se limita à recuperação de restos mortais ou à construção de memoriais, mas abrange igualmente a preservação da memória histórica, o reconhecimento do sofrimento das famílias, a promoção do diálogo e a criação de condições para que as novas gerações não herdem as divisões do passado.
Por outro lado, António Nascimento sublinhou o facto do Chefe de Estado ter abordado a governação com sentido de responsabilidade, ao enumerar os avanços alcançados e indique caminhos para assegurar a continuidade do processo de desenvolvimento.
Na Mensagem sobre o Estado da Nação, o Presidente da República lembrou, em 2021, assumiu a responsabilidade de pedir desculpas públicas por todos os crimes cometidos durante os conflitos políticos registados no país no desde a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, até ao alcance da paz, aos 4 de Abril de 2002.
“Fi-lo por entender que era essencial para o reforço da reconciliação nacional e que não seria possível trabalhar juntos em prol do desenvolvimento da Nação, se não fôssemos capazes de curar as feridas saídas do longo conflito político-militar”, sustentou.
Por essa razão, disse que foi criada a Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), que tem como principal missão preparar, organizar e implementar todas as actividades que visam prestar condigna homenagem à memória de todos os cidadãos que tenham sido vítimas de conflitos políticos, ocorridos naquele já referido período.
Entendeu também que a família do fundador do maior partido político da oposição tinha o direito de fazer a transladação dos seus restos mortais e dar-lhe um funeral digno e adequado à luz da cultura nacional cristã e tradições africanas.
João Lourenço referiu que, no mesmo sentido, no quadro das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional, Angola foi prestada homenagem aos líderes dos movimentos de libertação nacional subscritores dos Acordos de Alvor, nomeadamente António Agostinho Neto, Álvaro Holden Roberto e Jonas Malheiro Savimbi.
“Esta nossa capacidade de abraçar e perdoar é fundamental para construirmos um país próspero, onde as pessoas podem conviver independentemente das suas diferenças políticas, ideológicas, étnicas, religiosas ou de outra natureza”, disse. FMA/ART




