Directora do FMI reafirma apoio às reformas em curso em Angola

Luanda - A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou, sexta-feira, em Luanda, que Angola fez progressos significativos desde 2017 na reforma da sua economia e na redução da dependência do petróleo.
Kristalina Georgieva esteve no país, pela primeira vez, em visita de trabalho que incluiu encontros com o Presidente da República, João Lourenço, a equipa económica do Governo, líderes do sector privado, estudantes, académicos e fundadores de startups.
Kristalina Georgieva, de acordo com o JA Online, afirmou que o impulso reformista iniciado em 2017 deve continuar, com vista a promover um crescimento económico liderado pelo sector privado.
Segundo a directora-geral do FMI, Angola pode desbloquear ainda mais potencial mediante a melhoria do acesso ao capital e uma orientação mais eficiente da despesa pública para áreas de maior impacto.
Sublinhou, no entanto, a necessidade de se analisar cuidadosamente o processo de remoção de subsídios prejudiciais, como os da energia, garantindo antes mecanismos de protecção para as populações mais vulneráveis.
Durante a visita de três dias a Angola, a directora-geral do FMI foi à Universidade Católica de Angola (UCAN), onde manteve um encontro com estudantes.
Na ocasião, afirmou que os jovens são o “maior património de Angola” e acrescentou que a juventude angolana é “dinâmica e altamente motivada para construir o futuro da sua Nação”.
No mesmo encontro, destacou que o futuro económico de Angola depende da diversificação, sublinhando a importância de se desenvolver uma cadeia de valor interna.
Por outro lado, defendeu o fortalecimento do Acordo de Comércio Livre Continental Africano, de modo a promover maior interligação entre os países do continente.
A responsável do FMI frisou que África precisa de se conectar mais internamente, de forma a reduzir a necessidade de transitar pela Europa nas deslocações regionais. Neste contexto, felicitou a Etiópia Airlines pelo papel desempenhado na interligação a nível do continente.
Em declarações à imprensa, após a audiência com o Presidente João Lourenço, a líder do FMI elogiou os programas de apoio social implementados por Angola, destacando o “Kwenda”, que já beneficia 1,7 milhão de pessoas.
Considerou este número “um marco importante”, embora tenha recomendado a expansão e o reforço das acções voltadas às populações mais vulneráveis, com o objectivo de aumentar a eficácia do apoio social.


