Na ala do Comité Central liderada pelo antigo presidente da FNLA, Ngola Kabango, a Comissão Preparatória do congresso está a avançar com a apreciação dos processos dos delegados e das candidaturas à liderança do partido.
Segundo o coordenador nacional da comissão, Ndonda Nzinga, a subcomissão de verificação de mandatos está a analisar os processos submetidos, que posteriormente serão apresentados à plenária para decisão final.
“Temos a reunião plenária que é soberana. Pode concluir os pareceres submetidos pela subcomissão de mandatos, como também pode deliberar, concordar ou não”, afirmou.
A plenária está marcada para esta sexta-feira, 7 de Agosto, devendo apreciar os pareceres e proceder à homologação dos processos. Após esta fase, a comissão prevê anunciar, em conferência de imprensa, a data oficial do VI Congresso Ordinário.
Ndonda Nzinga garantiu que o processo está a decorrer de acordo com os estatutos do partido e dentro dos prazos estabelecidos, assegurando que a comissão está a cumprir “zelosa e rigorosamente” o calendário definido.
A disputa interna na FNLA ocorre num contexto de diferentes posicionamentos sobre a condução do processo congressual, com sectores do partido a defenderem interpretações distintas sobre a legitimidade dos actos preparatórios.
Depois da conclusão desta etapa, a comissão prevê realizar assembleias simultâneas em nove províncias, nomeadamente Icolo e Bengo, Moxico-Leste, Moxico, Lunda-Sul, Namibe, Cuando, Cubango, Cunene e Zaire.
Sobre as movimentações da actual direcção do partido, Ndonda Nzinga defendeu que a actividade política deve obedecer às regras internas e afirmou que “a política faz-se com ética, não é com aventuras”, numa referência às iniciativas realizadas no dia 2 de Agosto em homenagem ao fundador da FNLA, Álvaro Holden Roberto.
O VI Congresso Ordinário deverá definir a nova liderança da FNLA e poderá marcar uma nova fase na reorganização interna do partido.




