O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, informou ontem, em Luanda, que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,4% em termos reais em 2024, registando o desempenho mais robusto da última década.
O governante esclareceu que a economia nacional mantém uma trajectória positiva, tendo voltado a crescer 5,32% no primeiro trimestre deste ano. Segundo José de Lima Massano, este comportamento tem permitido reforçar a confiança e a credibilidade das instituições junto de investidores, mercados financeiros e parceiros internacionais de desenvolvimento. Os dados foram apresentados na Assembleia Nacional durante os debates que culminaram na aprovação do Projecto de Resolução da Conta Geral do Estado (CGE) de 2024, viabilizado com 111 votos a favor, 68 contra e cinco abstenções. Ao enquadrar o documento, o ministro de Estado sublinhou que a inflação tem evoluído de forma favorável, recuando de modo gradual e consistente. Em Julho deste ano, o indicador atingiu o nível mais baixo desde 2015, o que contribuiu para a protecção de rendimentos, redução dos custos de endividamento e estímulo ao investimento privado. No plano fiscal, José de Lima Massano destacou a sustentabilidade das contas públicas, evidenciada pelo recuo do rácio da dívida pública face ao PIB, que baixou de 71% em 2023 para cerca de 51% em Junho deste ano. No que toca ao ambiente de negócios, o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) atingiu, no ano passado, 959 milhões de dólares, fixando-se como o melhor registo de sempre no sector não petrolífero. Despesa Pública de 2024De acordo com José de Lima Massano, a despesa pública executada no âmbito do OGE de 2024 totalizou 24,6 biliões de kwanzas. O montante permitiu dar continuidade às acções estruturantes previstas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN). O representante do Executivo sublinhou que foram reforçados os investimentos em sectores essenciais como Saúde, Educação, Agricultura, Energia e Águas, Infra-estruturas, Protecção Social e na qualificação do capital humano. Apesar dos desafios do contexto económico, o ministro de Estado destacou que o Executivo manteve uma linha de actuação assente na prudência, na disciplina fiscal e na estabilidade macroeconómica. Sector não-petrolíferoJosé de Lima Massano fez ainda saber que o sector não-petrolífero reforçou o seu contributo para a actividade económica, confirmando que Angola está, gradualmente, a construir uma economia mais diversificada e resiliente. O ministro de Estado referiu que a produção agrícola nacional cresceu 1,6 milhões de toneladas de alimentos na campanha 2023-2024. O resultado representa uma variação anual positiva de 6% em relação ao ciclo anterior, elevando a colheita total para cerca de 28 milhões de toneladas.




