Luanda – O embaixador de Angola no Reino de Marrocos, José Filipe, destacou, sexta-feira, a importância de revisitar a vida e o pensamento de António Agostinho Neto, nas dimensões de médico, político, poeta e humanista.
Luanda – O embaixador de Angola no Reino de Marrocos, José Filipe, destacou, sexta-feira, a importância de revisitar a vida e o pensamento de António Agostinho Neto, nas dimensões de médico, político, poeta e humanista.
Ao intervir num webinar dedicado ao legado do primeiro Presidente de Angola, realizado no quadro das comemorações do Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, o diplomata considerou a efeméride uma oportunidade para reflectir sobre o país, independentemente do local onde cada angolano se encontre.
“Efemérides como esta dão-nos esta oportunidade para pensar o País, onde quer que estejamos”, afirmou.
José Filipe relacionou igualmente o lema das comemorações deste ano, “Voltemos aos Nossos Campos para o Aumento da Produção Agrícola”, com o célebre poema “Havemos de Voltar”, de Agostinho Neto.
Considerou que o estudo das diferentes facetas do primeiro Presidente de Angola “convoca todos a um momento de reflexão sobre como o Povo Angolano construiu a sua alma”, no percurso histórico que conduziu à Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.
O webinar assinalou o 104.º aniversário do nascimento de Agostinho Neto e contou com uma prelecção do sociólogo e historiador angolano Cornélio Caley, subordinada ao tema “O ‘Havemos de Voltar’ em Agostinho Neto”.
Na sua intervenção, Cornélio Caley analisou a vida, a obra e o pensamento político do primeiro Presidente de Angola, com particular atenção para a sua produção poética no contexto da Luta de Libertação Nacional e da construção da consciência nacional.
O académico referiu que Agostinho Neto alimentou a esperança de ver livres os trabalhadores dos cafezais, as crianças nas escolas e Angola independente e transformada numa “trincheira firme da revolução em África”.
Cornélio Caley chamou também a atenção para a actualidade do pensamento de Agostinho Neto e para a necessidade de transmitir às novas gerações os valores presentes na sua trajectória política e intelectual.
A projecção do poema “Havemos de Voltar” no ensino do Português em Marrocos foi apresentada pela professora Meryem Belcadi, da Faculdade de Letras e Ciências Humanas da Universidade Mohammed V de Rabat.
A académica explicou que a obra permite abordar questões ligadas à identidade colectiva, à memória e ao colonialismo junto de estudantes marroquinos, num contexto linguístico que inclui o Árabe, o Francês e o Inglês.
O webinar contou ainda com a participação da professora Maria de Lourdes Bravo, representantes da Associação de Guias Turísticos de Angola e membros da comunidade angolana residente no Reino de Marrocos.
A dimensão histórica das relações entre Angola e Marrocos também foi abordada, com referências ao apoio marroquino à Luta de Libertação Nacional e aos contactos de Agostinho Neto com o Reino de Marrocos durante esse período.
No actual quadro bilateral, foram igualmente referidas iniciativas nos domínios económico, institucional e académico, no âmbito do aprofundamento da cooperação entre os dois países.
As comemorações do Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, assinalado a 17 de Setembro, decorrem até 30 de Setembro.ART




