Estado da Nação: JLO destaca avanços na saúde e educação

João Lourenço recordou, no discurso sobre o Estado da Nação, que no início da independência, "a escassez de médicos era gritante". "Hoje o sistema nacional de saúde é inequivocamente mais forte", afirmou.
O Presidente angolano, João Lourenço, destacou os progressos alcançados em 50 anos de independência, sobretudo na saúde e educação, contrastando com a "pesada herança" colonial, quando o país dispunha apenas de 19 médicos.
No seu discurso sobre o Estado da Nação, referiu que, no início da independência, Angola tinha apenas 320 unidades de saúde, esperança média de vida de 41 anos e elevadas taxas de mortalidade infantil e materna. Após o conflito armado, 80% da rede sanitária estava degradada, mas o país evitou o colapso, com apoio de parceiros como a União Soviética e Cuba.
Com a paz em 2002, foi possível investir mais na saúde, mesmo em tempos de crise financeira. Hoje, o sistema é mais robusto, com melhorias nas taxas de mortalidade infantil, de menores de cinco anos e materna.
Na educação, Lourenço sublinhou que Angola herdou um sistema colonial excludente. Em 1975, 85% da população era analfabeta. Atualmente, a taxa de analfabetismo caiu para 24%, com 9,6 milhões de alunos e mais de 208 mil professores. Apesar dos avanços, reconheceu que ainda há crianças fora da escola e infraestruturas insuficientes face ao crescimento populacional.


