A secretária de Estado para a Acção Social, Dina Mayomona, considera a protecção das crianças um factor essencial para a construção de uma sociedade angolana mais segura e para a qualidade do país no futuro.
A governante falava esta segunda-feira, em Luanda, na abertura do Simpósio sobre Prevenção e Combate ao Abuso Sexual de Menores, subordinado ao tema “O Papel dos Ministros de Culto na Protecção da Criança e na Prevenção do Abuso Sexual de Menores”.
Segundo Dina Mayomona, a forma como a sociedade protege as crianças reflecte também o tipo de sociedade que está a ser construída.
“O lema que nos reúne — ‘Cuidar e Proteger a Criança é Construir uma Sociedade Sã’ — encerra uma mensagem simples, mas profunda: a qualidade da sociedade que estamos a construir também se mede pela segurança, dignidade e protecção que conseguimos assegurar às nossas crianças”, afirmou.
A secretária de Estado defendeu que a protecção contra todas as formas de violência e abuso é uma responsabilidade colectiva que não deve admitir indiferença, apelando, em particular, aos líderes religiosos para reforçarem o acolhimento e a segurança das crianças nos espaços de culto.
“Quando uma criança entra numa igreja, quando procura um Pastor, um professor, um familiar ou qualquer adulto em quem confia, deve encontrar acolhimento, segurança e protecção. Nunca medo. Nunca silêncio. Nunca indiferença”, sublinhou.
Dina Mayomona considerou o abuso sexual contra crianças uma grave violação dos seus direitos, com possíveis consequências no desenvolvimento físico, emocional, psicológico e social das vítimas.
A governante recordou que o Executivo tem reforçado políticas, programas e mecanismos destinados à promoção e protecção dos direitos da criança, defendendo que uma sociedade mais justa, inclusiva e segura começa pela forma como as crianças são cuidadas e protegidas.
Os dados apresentados no encontro indicam que, no primeiro semestre de 2026, foram registados 9.072 casos de violência contra crianças em Angola. Deste total, 645 correspondem a situações de violência sexual, 2.415 a violência física e 1.010 a violência psicológica.
Para a responsável, os números não devem ser encarados apenas como estatísticas, uma vez que cada ocorrência representa uma criança, uma família e uma história que exige atenção, responsabilidade e capacidade de intervenção.




