O secretário de Estado para a Indústria Militar, Afonso Neto, reafirmou, quinta-feira, em Luanda, o compromisso do Executivo em implementar políticas públicas que dignifiquem os antigos combatentes e veteranos da pátria.
Afonso Neto, que discursava no acto central do 52.º aniversário da proclamação das FAPLA (extintas no âmbito dos acordos de paz e da unificação do Exército), destacou o papel indelével das antigas forças armadas na história militar de Angola, associado ao heroísmo, à firmeza e ao patriotismo dos seus combatentes. “Os seus feitos constituem património histórico da Nação e fonte permanente de inspiração para as actuais e futuras gerações de militares”, afirmou o secretário de Estado. No acto, que assinalou igualmente o 25.º aniversário da Associação de Apoio aos Combatentes das ex-FAPLA (ASCOFA), o secretário de Estado — em representação do ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria — reconheceu a importância do esforço contínuo para preservar a memória daquelas forças militares. “É com profundo respeito que participamos nas comemorações do 25.º aniversário da ASCOFA, uma organização que, ao longo de um quarto de século, tem preservado a memória, valorizado o legado histórico e defendido os legítimos interesses daqueles que, com coragem, disciplina e espírito de sacrifício, serviram a pátria em momentos decisivos da sua história”, afirmou. HomenagemO governante prestou homenagem aos homens e mulheres que colocaram os interesses da Nação acima dos interesses pessoais, contribuindo para a conquista da Independência Nacional, a defesa da soberania e da integridade territorial e a construção das bases do Estado. O secretário de Estado prestou, igualmente, tributo aos combatentes já falecidos, cujos nomes, segundo disse, permanecerão inscritos na memória colectiva dos angolanos. Sobre a ASCOFA, Afonso Neto reconheceu o trabalho da associação na preservação dos valores da camaradagem, solidariedade, disciplina e do amor à pátria. Destacou, ainda, o papel relevante da organização no apoio social aos associados, preservação da memória histórica e na promoção da unidade entre os antigos combatentes. O secretário de Estado sublinhou que o Executivo, através do Ministério da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, vai continuar a promover melhores condições de assistência social, em conformidade com as possibilidades do Estado e com o respeito devido a esta classe de homens de valor. “Nenhuma nação constrói um futuro sólido quando se esquece daqueles que escreveram, com o seu sangue, as páginas mais nobres da sua história. Preservar a memória dos antigos combatentes é fortalecer a identidade nacional, consolidar a paz e transmitir às novas gerações os valores do desenvolvimento do nosso país”, afirmou.




