O Executivo angolano considera o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) uma das estratégias para reduzir o abandono escolar e garantir maior permanência das crianças nas escolas.
A posição foi apresentada esta terça-feira, em Ndalatando, província do Cuanza-Norte, pela secretária de Estado para o Ensino Secundário, Soraya Teresa de Jesus, durante o encerramento do quarto Conselho Consultivo Nacional do Ministério da Educação.
A governante destacou que a alimentação escolar, além de contribuir para a permanência dos alunos, constitui um factor de suporte ao processo de ensino e aprendizagem, podendo contribuir para a melhoria dos resultados académicos.
Durante o ano lectivo 2025/2026, cerca de 3,4 milhões de crianças do ensino primário beneficiaram do programa nas 21 províncias do país. A iniciativa foi implementada em 303 dos 326 municípios.
Segundo Soraya Teresa de Jesus, o programa chegou a 5.256 escolas, das 6.884 inicialmente previstas para serem abrangidas.
A secretária de Estado defendeu igualmente o reforço da recolha, consolidação e utilização de dados no sector da Educação, como forma de apoiar decisões mais adequadas e melhorar a gestão do sistema de ensino.
A responsável considerou ainda necessária maior atenção ao Sistema Nacional de Avaliação, Acreditação e Garantia da Qualidade da Educação, enquanto instrumento para medir os resultados e orientar melhorias concretas nas escolas.




