Luanda – O exercício militar conjunto e combinado FELINO 2026, que reuniu 738 militares de seis países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), terminou quinta-feira, em Foz do Iguaçu, Estado do Paraná, Brasil.
Luanda – O exercício militar conjunto e combinado FELINO 2026, que reuniu 738 militares de seis países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), terminou quinta-feira, em Foz do Iguaçu, Estado do Paraná, Brasil.
De acordo com uma nota do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), a que a ANGOP teve acesso sexta-feira, a manobra militar decorreu de 10 a 20 de Agosto, sob coordenação do Ministério da Defesa do Brasil, com a participação igualmente de efectivos de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.
Angola esteve representada neste exercício, que contribuiu para o reforço da interoperabilidade e da capacidade de actuação conjunta em operações de manutenção da paz e assistência humanitária, por nove oficiais superiores das FAA, dos quais cinco do Exército, dois da Força Aérea Nacional e igual número da Marinha de Guerra Angolana, .
Entre os efectivos angolanos figuraram uma oficial e um médico, que integraram as Células da Direcção do Exercício e o Estado-Maior da Força-Tarefa Conjunta e Combinada.
Durante os 12 dias de actividades, foram empregues 119 viaturas, sendo 86 do Exército, 22 da Marinha e 11 da Força Aérea, além de oito embarcações e duas aeronaves.
O exercício teve como cenário um país fictício denominado “Carana”, onde as forças participantes executaram operações simuladas de manutenção da paz e assistência humanitária.
As actividades permitiram testar procedimentos conjuntos e combinados, bem como aperfeiçoar a coordenação entre as componentes terrestre, naval e aérea das Forças Armadas dos países participantes.
A cerimónia de encerramento contou com a presença de altas entidades militares dos países envolvidos, entre as quais o almirante de esquadra Paulo Ferreira, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Brasil, e o general-de-aviação Altino Carlos José dos Santos, chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas.
O acto contou igualmente com representantes das Forças Armadas da Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.
Cooperação militar
Realizado anualmente desde 2000, o FELINO constitui uma das principais iniciativas de cooperação na área da Defesa no âmbito da CPLP, tendo como objectivo reforçar a interoperabilidade das Forças Armadas dos Estados-membros para a participação em missões de paz e assistência humanitária.
O exercício surgiu na sequência de uma proposta apresentada em 1999, em Luanda, durante o encontro dos Chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas dos países de língua portuguesa.
A iniciativa alterna entre as modalidades “Exercício na Carta” e “Forças no Terreno”. A primeira é orientada para o planeamento e a simulação de operações, enquanto a segunda envolve a participação efectiva de tropas e meios militares no terreno.
Para Angola, o FELINO constitui uma plataforma de preparação dos efectivos das FAA para operações multinacionais, através da partilha de doutrinas, procedimentos e experiências com as Forças Armadas dos restantes Estados-membros da CPLP.
A iniciativa contribui, igualmente, para o reforço da cooperação técnico-militar e para o aperfeiçoamento da coordenação entre as componentes terrestre, naval e aérea das forças participantes.
A edição de 2026 coincidiu com as celebrações do 30.º aniversário da criação da CPLP, reafirmando o compromisso dos Estados-membros com a cooperação, a paz, a segurança e a solidariedade entre os povos de língua portuguesa.
Timor-Leste deverá acolher a edição de 2027, dando continuidade ao sistema de alternância entre as modalidades “Exercício na Carta” e “Forças no Terreno”. AFL/SC



