As Forças Armadas Angolanas (FAA) devem reforçar a preparação dos seus efectivos e acompanhar o desenvolvimento científico e tecnológico para responder com eficácia aos novos desafios globais.
A posição foi defendida, em Benguela, pelo chefe do Estado-Maior General Adjunto das FAA para a Educação Patriótica.
O general de Exército José Maria Marques fez estas declarações durante a abertura do ano académico 2026/2027, cuja cerimónia teve lugar na Academia Militar do Exército (AMEx), no município do Lobito, sob o lema “Aprimorar o ensino para o fortalecimento das Forças Armadas Angolanas”.
Segundo o oficial general, as FAA têm perante a nação uma missão de elevada responsabilidade. Para a cumprir com êxito, a instituição necessita de homens e mulheres preparados não apenas no domínio militar, mas também nos campos científico, técnico, ético e patriótico.
José Maria Marques defendeu ainda uma maior aproximação entre o ensino militar, a ciência e a inovação, sublinhando que o investimento no saber consolida a capacidade futura das forças de defesa.
A fechar, afirmou que as novas tecnologias não devem ser encaradas apenas como recursos distantes adquiridos no exterior, instando os quadros a dominar, de forma progressiva, o desenvolvimento e a manutenção desses meios.
Formação contínua
O Ano Académico Militar 2026/2027 das instituições de ensino superior das FAA foi aberto, segunda-feira, com mais de mil estudantes, dos quais 315 são novos ingressos.
Em declarações à imprensa, o chefe da Direcção Principal de Preparação de Tropas e Ensino do Estado-Maior General das FAA, Mateus da Silva, informou que as instituições de ensino superior militar têm capacidade para acolher mais de mil estudantes no presente ano académico.
Precisou que os 315 novos estudantes juntam-se a mais de 850 que já frequentam diferentes cursos nas instituições de ensino superior militar em todo o país.




