A secretária-geral da OMA, Carlota Dias, reafirmou terça-feira, em Luanda, o compromisso da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM) com a paz, a soberania e a igualdade de género.
A dirigente destacou a urgência da defesa dos direitos das mulheres, pelos quais muitas ainda lutam para conquistar em diversas regiões do continente africano.
Carlota Dias, que interveio via Zoom na abertura da reunião regional da FDIM, inserida no âmbito do XVII Congresso da organização, sublinhou a sua determinação em promover a consciencialização social e estar à altura das exigências da OMA e de Angola.
O encontro teve como objectivo central preparar a participação da OMA no XVIII Congresso da FDIM, agendado para decorrer de 4 a 6 de Dezembro deste ano, na Cidade do México, sob o lema “Mulheres Caminhando Juntas Contra o Imperialismo, pela Igualdade e pela Paz”.
A secretária-geral da OMA considerou o lema especialmente significativo para a realidade regional: “África conhece o imperialismo. Viveu, resistiu e continua a combater as suas formas contemporâneas, como a pobreza imposta, a dependência estrutural e a violência que destrói diariamente as mulheres e os seus sonhos”, afirmou.
Na mesma ocasião, relembrou que a OMA apresentou a sua candidatura à vice-presidência da FDIM para a Região África. A iniciativa conta com o apoio institucional do MPLA e com a representatividade de quase 2,6 milhões de militantes distribuídas pelas 21 províncias do país.
A dirigente frisou, contudo, que o projecto só fará sentido com o suporte das instituições congéneres africanas.
Durante a sessão de trabalhos, foram ainda debatidos aspectos logísticos essenciais, como vistos, deslocações e alojamento.
Os países sem representação diplomática no México poderão obter o visto de entrada à chegada ao aeroporto, mediante o envio prévio das cópias dos passaportes e do comprovativo de quotas anuais regularizadas junto da FDIM.
Presidência da organização
A presidente da FDIM, Lorena Peña, solicitou apoios para os serviços de interpretação, tendo apelado, ainda, ao contributo solidário de todas as organizações presentes.
Fundada há mais de 80 anos em Paris, a FDIM mantém o propósito de defender a paz e os direitos das mulheres. “Esse propósito é tão urgente hoje quanto era antes”, afirmou a dirigente angolana.




