A presidente cessante do Partido Humanista de Angola (PHA), Florbela Malaquias, admite voltar a disputar a liderança da formação política na nova Convenção Nacional, marcada para 5 de Dezembro deste ano.
Florbela Malaquias afirmou esta Segunda-feira, 21, à margem da reunião da Comissão Política Nacional, que ainda não tinha tomado uma decisão definitiva sobre uma eventual candidatura, mas reconheceu que tem recebido pressão dos militantes para voltar a concorrer.
“Sim, a lei permite e o partido não proíbe. Assim, não tenho como não concorrer. Bom, por enquanto não está previsto, mas os militantes querem que eu concorra”, afirmou.
A nova Convenção foi marcada pela Comissão Política Nacional para 5 de Dezembro, no âmbito do processo de regularização interna do partido e em cumprimento do Acórdão n.º 1125/2026 do Tribunal Constitucional, que declarou nula a anterior Convenção Nacional e determinou a realização de uma nova reunião, observando os requisitos legais e estatutários.
A eventual recandidatura de Florbela Malaquias surge depois de um período marcado por divergências internas no PHA. Na reunião da Comissão Política Nacional realizada na semana passada, o porta-voz do órgão, Nsimba Luwawa, afirmou que a presidente já não reunia consenso entre alguns membros da direcção, enquanto Florbela Malaquias minimizou as divergências e mostrou-se disponível para o diálogo.
Sobre as condições para continuar à frente do partido, a dirigente reconheceu também dificuldades financeiras. Florbela Malaquias explicou que o PHA recebe uma dotação anual de cerca de 61 milhões de kwanzas, paga trimestralmente, o que representa uma média de aproximadamente cinco milhões de kwanzas por mês.
“As condições financeiras, para dizer a verdade, são péssimas”, afirmou, defendendo que os militantes devem recordar os princípios que estiveram na origem do partido e a visão humanista apresentada pelo PHA para Angola.
Florbela Malaquias apelou ainda à união dos militantes e lembrou que o partido não foi criado para resolver individualmente as dificuldades económicas dos seus membros.
“A mensagem para os militantes é simples, é de união e de se recordarem sempre dos motivos que estiveram na base da constituição do partido”, declarou.
A nova Convenção deverá definir a liderança e os restantes órgãos do PHA, num processo que ocorre depois da intervenção do Tribunal Constitucional e da determinação para que sejam corrigidas as irregularidades identificadas na anterior Convenção.



