O secretário provincial da FNLA no Huambo, José Sanji Ukuasapi, defendeu a necessidade de os cidadãos escolherem de forma consciente os próximos dirigentes do país.
O político falava à imprensa, no último fim-de-semana, após ter realizado a prova de vida no âmbito do processo de actualização do registo eleitoral, que decorre em todo o país. Na ocasião, José Sanji Ukuasapi pontuou que quando os cidadãos reclamam da falta de medicamentos nos hospitais, escassez de água, das más condições das estradas e outros serviços, também devem assumir a responsabilidade de se actualizar e eleger dirigentes capazes de governar. “Quando reclamamos dos nossos direitos, como a falta de medicamentos nos hospitais, água, estradas, entre outros, precisamos nos actualizar e escolher o dirigente capaz de dirigir o país, primando por uma governação participativa”, disse o líder da FNLA no Planalto Central. Para o secretário provincial, o processo da actualização dos dados eleitorais é de extrema importância, por se tratar de um exercício de cidadania. Neste contexto, acrescentou que muitos cidadãos desconhecem a essência desta fase determinante para definir o futuro de um país. “O primeiro passo é este para a realização das eleições gerais, previstas para Agosto de 2027”, ressaltou, apelando aos cidadãos maiores de 18 anos a efectuar o registo. Divergências no partidoO secretário provincial da FNLA afirmou não existirem divergências entre alas dentro do partido. O dirigente sublinhou que as disputas foram encerradas durante o V Congresso da formação partidária, realizado em 2021, que elegeu o actual presidente, Nimi a Simbi. No entanto, José Sanji Ukuasapi reconheceu haver descontentamento por parte de alguns militantes, mas garantiu que esse cenário pode ser superado por meio do diálogo. “Os irmãos Ndonda Nzinga, Ngola Kabangu, entre outros, têm reivindicado o poder na FNLA, e isso não começou hoje. O partido encara essa situação de forma controlada e ela poderá ser ultrapassada através do diálogo”, afirmou.




