O Comité Central da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) destituiu, no último fim-de-semana, o presidente do partido, Nimi a Simbi, e convocou um congresso extraordinário para os dias 30 e 31 de Outubro, em Luanda, com o objectivo de ultrapassar a crise interna que afecta a organização há vários meses.
De acordo com o comunicado final da reunião extraordinária, o plenário deliberou com um quórum de 52 por cento e aprovou três resoluções, entre as quais a destituição de Nimi a Simbi, a convocação do congresso e a denúncia de alegadas movimentações ilegais e contrárias aos estatutos por parte de comissários eleitorais ligados ao partido.
No documento, os membros do Comité Central manifestaram preocupação com o que classificaram como um estado de estagnação da organização, atribuindo a responsabilidade ao próprio presidente destituído.
A Comissão Nacional Preparatória foi mandatada para dar continuidade aos trabalhos organizativos necessários à realização do congresso extraordinário.
A reunião foi presidida por Samuel Mavungo Massiala, membro do Comité Central pelo círculo provincial de Cabinda, e teve como principal ponto da agenda a análise de uma decisão do Tribunal Constitucional relacionada com a realização do congresso, na sequência de uma providência cautelar apresentada por militantes.
A FNLA é um dos partidos históricos da luta de libertação nacional e procura reforçar a sua organização interna e a sua presença no cenário político angolano, numa fase de preparação para as eleições gerais previstas para 2027.




