O Grupo Parlamentar da UNITA apelou ao Executivo angolano para retomar o diálogo com o Sindicato Nacional de Professores (SINPROF), na sequência da greve geral dos docentes iniciada esta segunda-feira, 21 de Setembro de 2026.
Em nota de imprensa, o maior partido da oposição parlamentar manifestou preocupação com a paralisação e defendeu que o direito à greve está consagrado na Constituição da República de Angola e regulado pela legislação laboral em vigor.
Segundo o Grupo Parlamentar da UNITA, as reivindicações apresentadas pelo SINPROF estão relacionadas com problemas estruturais do sector da educação, incluindo questões ligadas à progressão na carreira, concursos internos, subsídios, condições de trabalho e disponibilidade de manuais escolares.
Entre os pontos destacados pela organização parlamentar estão a inclusão de professores excluídos de concursos de ingresso interno e de acesso, a atribuição de subsídios para docentes em regime de mono-docência e a actualização da carreira de profissionais com vários anos de serviço.
O Grupo Parlamentar criticou igualmente eventuais medidas de corte salarial ou registo de faltas aos professores que aderiram à greve, defendendo que estas acções podem agravar as dificuldades económicas dos docentes e não contribuem para a resolução do conflito.
A posição surge depois de o Ministério da Educação ter orientado as direcções das escolas públicas a registarem as ausências dos professores grevistas, medida que poderá ter impacto no processamento salarial durante o período de paralisação.
Na nota, a UNITA reconhece que a greve afecta o funcionamento normal das escolas e considera que os principais prejudicados são os alunos, tendo apelado à abertura de negociações entre o Governo e o sindicato.
O partido recomendou que um eventual acordo entre as partes seja formalizado por escrito e acompanhado da implementação efectiva dos compromissos assumidos.
A greve do SINPROF teve início a 21 de Setembro e ocorre depois de negociações entre o sindicato e o Ministério da Educação sem entendimento sobre o caderno reivindicativo apresentado pelos professores.



