Cabinda - O historiador Adriano Mixinge reconheceu, segunda-feira, na cidade de Ponta Negra, República do Congo, a resiliência e o contributo do povo congolês para a luta de libertação nacional de Angola, que culminou com a conquista da Independência Nacional.
Cabinda - O historiador Adriano Mixinge reconheceu, segunda-feira, na cidade de Ponta Negra, República do Congo, a resiliência e o contributo do povo congolês para a luta de libertação nacional de Angola, que culminou com a conquista da Independência Nacional.
Ao dissertar sobre o tema "Vida e Obra de António Agostinho Neto", no quadro das jornadas alusivas ao Dia do Herói Nacional, que se assinala a 17 de Setembro, o historiador reconheceu a importância da República do Congo como ponto de refúgio e centro de apoio político, moral e material aos guerrilheiros dos movimentos de libertação nacional de Angola.
Adriano Mixinge afirmou que o território congolês serviu como uma das primeiras bases de retaguarda para a organização e acolhimento de dirigentes e combatentes angolanos na luta contra o colonialismo português.
Destacou, igualmente, o apoio de líderes congoleses, como Alphonse Massamba-Débat e, posteriormente, Marien Ngouabi, que mantiveram fortes laços de solidariedade com António Agostinho Neto e o MPLA, de modo a contribuir para a sobrevivência do movimento em momentos de grandes dificuldades estratégicas.
Na sua opinião, António Agostinho Neto foi uma das figuras mais importantes do pan-africanismo e da defesa da unidade dos povos africanos, com realce para o apoio à luta de libertação da Namíbia e do Zimbabwe.
Sob a sua liderança, Angola transformou-se num espaço seguro e numa base logística para os guerrilheiros da SWAPO, com objectivo de acelerar o processo de independência da Namíbia.
Por outro lado, lembrou que Agostinho Neto ofereceu refúgio, treino e suporte diplomático ao Congresso Nacional Africano (ANC) na luta contra o regime racista do apartheid na África do Sul.
O historiador realçou, igualmente, o desempenho de António Agostinho Neto como participante activo na Organização da Unidade Africana (OUA), na defesa da integração do continente e da criação de uma federação africana capaz de responder aos problemas económicos e sociais comuns dos povos africanos.
Para saudar as actividades comemorativas do Dia do Herói Nacional, a Embaixada de Angola no Congo programou várias iniciativas, entre palestras, visitas às comunidades e a locais históricos da região.JFC/ART




