Huambo – A memória, o legado político e a obra poética do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, foram realçados, quarta-feira, no Huambo, pelo Centro Cultural Manuel Rui, no âmbito das celebrações do Dia do Herói Nacional.
Huambo – A memória, o legado político e a obra poética do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, foram realçados, quarta-feira, no Huambo, pelo Centro Cultural Manuel Rui, no âmbito das celebrações do Dia do Herói Nacional.
A iniciativa enquadrou-se no programa “Recitar a Poesia do Poeta Maior”, que visa valorizar a vida e obra de António Agostinho Neto, no quadro das comemorações do Dia do Herói Nacional, que se assinala a 17 de Setembro.
Em declarações à ANGOP, o chefe do Departamento de Artes e Cultura do Centro Cultural Manuel Rui, José Castro Kavwoyango, considerou Agostinho Neto como uma referência para as novas gerações,
Referiu que o Fundador da Nação constitui uma referência africana e que a sua produção literária acompanhou o processo de luta pela Independência Nacional e a afirmação da liberdade do povo angolano.
Durante a actividade foram declamados poemas como “Havemos de Voltar”, “Não Me Pensam Sorrisos”, “O Comboio Africano” e “Crueldade”, obras que reflectem a sensibilidade e a visão do primeiro Presidente de Angola.
Nascido em 17 de setembro de 1922, em Icolo e Bengo, António Agostinho Neto destacou-se como poeta, médico e político.
Faleceu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo (Rússia).
Formado em Medicina, em Lisboa, o Fundador da Nação esteve envolvido em movimentos anti-coloniais, foi preso e exilado várias vezes pelas autoridades portuguesas.
Como líder do MPLA, a sua atuação foi crucial para a luta armada que levou à Independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975.
Como Presidente, Agostinho Neto enfrentou desafios como a guerra civil e a interferência de potências estrangeiras.
Sua visão era construir um Estado angolano soberano e socialista e defendia a unidade nacional, resumida na sua célebre frase “O mais importante é resolver os problemas do povo.” LT/ALH




