Luanda – As áreas transfronteiriças de conservação do Okavango-Zambeze (KAZA) e a Comissão Permanente das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango encerram um potencial de desenvolvimento turístico em que Angola está a apostar, referiu esta terça-feira, em Luanda, o Chefe de Estado angolano, João Lourenço.
Luanda – As áreas transfronteiriças de conservação do Okavango-Zambeze (KAZA) e a Comissão Permanente das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Okavango encerram um potencial de desenvolvimento turístico em que Angola está a apostar, referiu esta terça-feira, em Luanda, o Chefe de Estado angolano, João Lourenço.
João Lourenço, que falava após um encontro com o seu homólogo do Botswana, Duma Gideon Boko, afirmou que Angola e Botswana integram a iniciativa regional da Área Transfronteiriça de Conservação do Okavango-Zambeze, devendo ratificar o tratado, que pode representar o início do fortalecimento das relações no turismo.
“Diligências neste sentido estão em curso e esperamos obter bons resultados a breve trecho”, afirmou o Chefe de Estado, durante a recepção ao homólogo do Botswana, Duma Gideon Boko.
João Lourenço disse ser enorme o potencial turístico do Okavango, acrescentando que a região adquiriu uma importância ainda maior desde que foi proclamada Património Mundial pela UNESCO, estatuto que deve ser preservado no quadro de uma acção conjunta entre os dois Estados.
Acrescentou que tudo está a ser feito para potenciar a província do Cuando como núcleo principal do ecoturismo angolano, parte integrante do projecto turístico KAZA, interligando o País às principais zonas turísticas do Botswana e aos demais Estados-membros.
Para o efeito, destacou a realização, em Angola, do primeiro Fórum da Região Angolana do Okavango, na sequência do qual estão em construção os primeiros alojamentos turísticos da componente angolana do Okavango.
“Creio que esta é uma oportunidade de negócios que poderia ser aproveitada pelos investidores interessados do Botswana”, frisou.
O Presidente do Botswana Duma Gideon Boko chegou segunda-feira a Luanda para uma visita de Estado de três dias, no quadro do reforço da cooperação entre os dois países.
As relações entre os países são consideradas excelentes, havendo consultas regulares aos níveis presidencial, ministerial e técnico, edificando-se um quadro que permita aprofundá-las ainda mais nos variados domínios, com apoio mútuo, quer ao nível regional, quer continental.
As duas partes identificaram também áreas de interesse comum nos sectores da mineração, agricultura e saúde, com particular atenção para projectos que possam mobilizar o sector privado e gerar benefícios económicos mútuos.
No domínio energético, o Botswana está interessado em integrar a estrutura accionista da Refinaria do Lobito, projecto avaliado em mais de seis mil milhões de dólares norte-americanos.
Outro sector é o aprofundamento da cooperação no domínio dos diamantes, com destaque para a exploração, lapidação, transformação e comercialização, à luz do Acordo de Luanda, assinado em Junho de 2025. MC/SC




