O legado político, social e literário de António Agostinho Neto foi evocado, sábado, em Madrid, durante um acto solene promovido pela Missão Diplomática de Angola em Espanha, por ocasião do 104.º aniversário natalício do Fundador da Nação e primeiro Presidente da República.
A cerimónia reuniu membros do Corpo Diplomático, empresários, estudantes e representantes da comunidade angolana e africana residente em Espanha e Portugal, tendo como momento central a deposição de uma coroa de flores em memória de António Agostinho Neto, adianta uma nota de imprensa.
Na ocasião, a embaixadora de Angola em Espanha, Balbina da Silva, destacou a actualidade do pensamento de Agostinho Neto e a sua contribuição para a luta de libertação nacional e para a afirmação de Angola no contexto africano.
Alinhada com o lema das celebrações deste ano, “Voltemos aos Nossos Campos para o Aumento da Produção Agrícola”, a diplomata recordou o princípio de que “a agricultura é a base e a indústria o factor decisivo”, defendendo a importância do sector agrícola para o combate à fome, à pobreza e para a diversificação da economia nacional.
O programa incluiu ainda momentos de reflexão, testemunhos, intervenções culturais e a participação de estudantes e membros da comunidade angolana.
Entre os intervenientes esteve a antiga combatente e Coronel Maria Helena Dinis Carreira, que recordou a dimensão humanista de Agostinho Neto e apelou às novas gerações para preservarem a memória e o legado daqueles que lutaram pela Independência Nacional.
A cerimónia contou igualmente com a participação do grupo Jovens do Hungu, residente em Lisboa, e da escritora angolana Elisângela Rita, que contribuíram para a valorização da cultura e da identidade angolanas.
No âmbito das celebrações, a exposição itinerante sobre a vida e obra de António Agostinho Neto, patente na Chancelaria da Embaixada de Angola em Madrid, permanece aberta ao público até 30 de Setembro.




