Luanda – O ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Lúcio do Amaral, defendeu, esta segunda-feira, em Luanda, maior articulação, coordenação e cooperação entre as instituições do Estado, como condição para o reforço da segurança nacional.
Luanda – O ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Lúcio do Amaral, defendeu, esta segunda-feira, em Luanda, maior articulação, coordenação e cooperação entre as instituições do Estado, como condição para o reforço da segurança nacional.
Ao intervir na abertura do 1° Curso de Alta Direcção Estratégica do Estado para presidentes dos Conselhos de Administração e Dirigentes das Instituições Estratégicas, o ministro afirmou que a segurança nacional não pertence a uma única instituição, exigindo a partilha responsável de informações e a conjugação das diferentes capacidades do Estado.
Com isso, argumentou o ministro, garantir uma actuação antecipada e cultura de responsabilidade nacional.
Lúcio do Amaral explicou que as instituições e empresas estratégicas do Estado não são órgãos de segurança, mas as suas capacidades podem ser determinantes para tal, sobretudo nos sectores da energia, transportes, comunicações, recursos estratégicos, tecnologia e outros serviços essenciais.
Acrescentou que uma empresa que assegura serviços estratégicos representa uma capacidade fundamental do poder nacional, razão pela qual os seus dirigentes devem compreender não apenas os resultados da instituição que dirigem, mas também o seu valor estratégico, capacidades, vulnerabilidades e riscos.
Defendeu, por isso, a preparação dos dirigentes das instituições estratégicas do Estado, com vista a melhorar a capacidade de decisão, antecipar riscos, fortalecer a resiliência institucional e consolidar a integração exigida pelo Sistema de Segurança Nacional.
Para Lúcio do Amaral, o dirigente, enquanto líder estratégico, deve compreender de que forma a instituição sob sua responsabilidade pode contribuir para a defesa e salvaguarda da soberania, segurança, estabilidade e desenvolvimento nacional.
“Essa é a essência do que designamos por liderança estratégica do Estado”, afirmou, considerando que este conceito permite ligar a decisão institucional ao interesse nacional.
O ministro salientou que o processo formativo pretende não apenas transmitir conhecimentos, mas também desenvolver capacidades e promover uma nova forma de pensar, adequada aos desafios actuais das instituições e empresas angolanas.
IDN alerta para novos riscos à governação
O director do Instituto de Defesa Nacional (IDN), Hélder Alexandre Cafala, afirmou, na ocasião, que o actual ambiente de governação coloca novos desafios às organizações, devido aos riscos tecnológicos, económicos, cibernéticos, informacionais e logísticos que podem comprometer o funcionamento das instituições, a continuidade de serviços e capacidades essenciais.
Ao intervir na abertura da formação, explicou que, perante este contexto, o IDN decidiu promover a iniciativa com o objectivo de aproximar a reflexão sobre liderança, governação e a segurança nacional das responsabilidades concretas da alta direcção das empresas e instituições estratégicas do Estado.
Segundo Hélder Cafala, durante os cinco dias de formação serão abordadas diferentes dimensões desta realidade, com destaque para a liderança estratégica do Estado, inteligência para a decisão, transformação digital, cibersegurança, infra-estruturas críticas, resiliência, gestão de crises e os desafios futuros da governação estratégica.
A acção formativa da iniciativa do IDN junta presidente de Conselhos de Administração, bem como administradores Executivos e Não Executivos de empresas estratégicas do Estado até a próxima sexta-feira (21). LDN/SC




