O juiz presidente do Tribunal da Comarca de Menongue, Hélder Pedro António, orientou terça-feira, na capital da província do Cubango, todos os órgãos judiciais da região a redobrar esforços para garantir aos cidadãos uma justiça mais célere, transparente e acessível.
Ao intervir na abertura da 2.ª Reunião Ordinária da Comissão de Coordenação dos Órgãos Judiciais, o magistrado afirmou que a missão primordial de dar resposta célere aos problemas dos cidadãos permanece inalterada, não devendo haver espaço para entraves burocráticos. O também coordenador provincial da Comissão Judicial referiu que o ano de 2026 impõe uma reflexão profunda sobre as condições de trabalho e a modernização tecnológica, sublinhando que a simplificação de procedimentos e a digitalização progressiva dos actos processuais são exigências diárias. “É preciso encontrar soluções locais para os constrangimentos materiais que ainda afectam as secretarias judiciais”, apontou, lembrando que o balanço ocorre num momento crucial, após a avaliação das metas do primeiro trimestre. Hélder António destacou que a análise minuciosa dos relatórios sectoriais servirá como uma ferramenta indispensável para aferir o desempenho real de cada unidade e afinar os ponteiros da eficácia de todo o sistema judicial. O magistrado sublinhou que estes documentos não devem ser encarados como mera formalidade burocrática, mas sim como diagnósticos precisos para identificar gargalos operacionais e corrigir desvios em tempo útil. Com base nesses indicadores, o juiz presidente projectou um futuro ambicioso para a região: “A província do Cubango pode e deve ser uma referência nacional em matéria de coordenação interinstitucional e celeridade processual”, perspectivou com optimismo.




