Huambo – O Ministério Público pediu, esta quarta-feira, penas de 20 a 25 anos de prisão para dois dos cinco arguidos do caso da morte do comerciante mauritaniano Abdraman Salé, a 24 de Novembro de 2025, no Huambo.
Huambo – O Ministério Público pediu, esta quarta-feira, penas de 20 a 25 anos de prisão para dois dos cinco arguidos do caso da morte do comerciante mauritaniano Abdraman Salé, a 24 de Novembro de 2025, no Huambo.
Trata-se do conterrâneo do malogrado, Mohammed Val Sidi, e do cidadão nacional, Vitorino Luís Sangombe, citados nos autos como principais suspeitos do assassinato do mauritaniano, cujo cadáver foi colocado numa arca e atirado ao rio Keve, depois de a vítima ter sido amarrada, espancada e asfixiada até perder a vida.
Os co-arguidos são acusados nos crimes de homicídio qualificado em razão dos meios, atentado contra a integridade de restos mortais, fabrico, aquisição ou posse de substâncias explosivas, tóxicas e asfixiantes, associação criminosa e furto qualificado, previstos no Código Penal Angolano.
Quanto a outros três co-arguidos, nomeadamente Florindo Chinguali Lucas, Joaquim Domingos Zito e Egas dos Santos, o Ministério Público, representado por Avelino Capessa, pediu que sejam absolvidos dos crimes em causa, por insuficiência de provas.
Entretanto, solicitou a alteração substancial dos factos, para que Florindo Chinguali Lucas e Joaquim Domingos Zito sejam acusados nos crimes de coação e sequestro, por terem mantido sob cárcere privado e proferido ameaças a vítima Abdraman Salé.
Por sua vez, os advogados assistentes da vítima concordaram apenas com a absolvição do acusado Egas dos Santos, por insuficiência de provas.
Ao passo que, para os co-arguidos Florindo Chinguali Lucas e Joaquim Domingos Zito, pediram ao Tribunal para manter as acusações dos crimes de homicídio qualificado, atentado contra a integridade de restos mortais, associação criminosa e furto qualificado.
Por sua vez, os advogados de defesa dos cinco co-réus argumentaram que não ficou provado durante a sessão de julgamento de que os seus constituintes terão cometido os crimes de que são acusados nos autos, por isso, pediram a absolvição destes.
A leitura da sentença, do julgamento que decorre na Secção Criminal do Tribunal da Comarca do Huambo, sob o processo n.º 326/2026, com a condução do juiz de direito presidente da causa, Sebastião Nangamale, está prevista para a próxima sexta-feira (14).
Conforme os factos da acusação, a vítima residia no município do Andulo, província do Bié, onde foi aliciado para o Huambo, pelo seu conterrâneo Mohammed Val Sidi Abibi, sob o pretexto de um negócio de diamantes.
Assim, a 18 de Novembro de 2025, Mohammed Val Sidi Abibi, em concertação com Vitorino Luís Sangombe, pediu aos co-arguidos Florindo Chinguali Lucas e Joaquim Domingos Zito para o ajudarem a recuperar, uma dívida de 45 milhões de Kwanzas em posse de Abdraman Salé.
Na sequência, a 24 de Novembro de 2025, o principal suspeito nos autos, convidou a vítima a deslocar-se no interior do seu armazém, onde foi materializado o plano da sua morte.
Segundo o certificado de óbito do Hospital Geral do Huambo, a causa da morte de Abdraman Salé foi atestada como asfixia mecânica e química, traumatismo crânio-cefálico fechado e choque traumático, como consequência da agressão física.
Depois da morte, o corpo do malogrado foi colocado numa arca nova retirada no stock do armazém do seu conterrâneo e, por volta das 20 horas do mesmo dia, os quatro co-réus viajaram em direcção ao rio Keve, no município do Pambandala, província do Cuanza-Sul, onde atiraram o corpo cadavérico. ZZN/ALH




