A modernização da Administração Pública deve assentar na transformação digital e qualificação do capital humano, defendeu ontem, em Luanda, Hermenegildo Coelho, especialista em Governação e Gestão Pública.
Em declarações ao Jornal de Angola, o especialista destacou que o país vive um momento decisivo de mo-dernização da máquina estatal. De acordo com o analista, esse processo de transição na Administração Pública é impulsionado pela urgência em assegurar maior eficiência operacional, mitigar a burocracia, acelerar a digitalização dos serviços e estreitar, de forma efectiva, a proximidade das instituições com os cidadãos.
“A modernização da Administração Pública deve assentar, também,no fortalecimento da gestão municipal, utilização de dados na formulação de políticas públicas e consolidação de uma cultura de avaliação de resultados”, argumentou o académico.
O actual processo de re-forma, sustentou, deve deixar de estar centrado na reorganização do aparelho administrativo e passar a privilegiar resultados concretos na vida das populações.
“Modernizar deve significar, concretamente, menos deslocações, menos documentos, menos tempo e maior previsibilidade para o cidadão”, defendeu.
Para o especialista, o su-cesso da modernização administrativa depende de uma postura proactiva e estratégica de cada instituição.
Nesse sentido, cada organismo público deve identificar os serviços com maior procura, estabelecer padrões máximos de resposta, eliminar exigências documentais redundantes e publicar, regularmente, indicadores de desempenho.A implementação dessas medidas é vista como um passo crucial para desburocratizar o atendimento ao cidadão e optimizar os recursos do Estado.
Miguel Brás




