As conferências municipais do MPLA constituem momentos cruciais para a vida interna do partido, servindo para avaliar as actividades desenvolvidas e traçar estratégias para os próximos desafios políticos.
A afirmação foi feita ontem, no Sumbe, pelo primeiro-secretário do partido no Cuanza-Sul, Eugénio Laborinho, durante a abertura das assembleias de balanço e renovação de mandatos na província. O dirigente sublinhou que a actividade política da partido no poder deve focar-se no reforço da unidade, da coesão e no serviço à população, apelando à mobilização contínua dos militantes com vista às Eleições de 2027. Eugénio Laborinho defendeu, de forma categórica, o aprofundamento da democracia interna no seio do MPLA através da promoção de debates francos, abertos e altamente responsáveis. O primeiro-secretário no Cuanza-Sul destacou que a pluralidade de ideias nas bases não deve ser vista como uma fraqueza, mas sim como o motor que oxigena o partido. Nesse sentido, apontou a prática regular da crítica e da autocrítica como ferramentas metodológicas essenciais para o aperfeiçoamento constante das acções partidárias e governativas. O dirigente alertou, contudo, que esse exercício democrático só surtirá efeitos positivos se for pautado por uma estrita disciplina, pelo respeito escrupuloso às decisões dos órgãos superiores e por um elevado sentido de responsabilidade institucional. Segundo Laborinho, esta postura de maturidade política é fundamental para consolidar a coesão interna e blindar o partido contra divisões.




