O MPLA deu início à campanha de divulgação do seu 9.º Congresso Ordinário, agendado para os dias 9 e 10 de Dezembro deste ano. A promoção do conclave já é visível nos órgãos de comunicação social e em outdoors de grande impacto espalhados por pontos estratégicos da cidade de Luanda.
A acção integra o programa de divulgação do evento, que vai acontecer em Luanda sob o lema “MPLA 70 anos – Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro”.
O Congresso vai reunir cerca de 3 mil delegados de todo o país e da diáspora. A agenda de trabalhos destaca a avaliação e aprovação do Relatório do Comité Central (mandato 2021–2026), a apresentação da moção de estratégia do candidato à liderança, além da eleição do presidente do MPLA e do novo Comité Central.
A definição do cabeça de lista do partido para as Eleições Gerais de 2027 é a maior expectativa em torno do 9.º Congresso. Sobre a matéria, o presidente do MPLA, João Lourenço, garantiu que o escolhido para liderar a lista do partido nas próximas Eleições Gerais será um candidato forte, capaz de honrar tanto o partido quanto a Nação.
O líder dos “Camaradas” compartilhou essa visão durante o acto de massas do 69.º aniversário do MPLA, realizado na Centralidade do Kilamba.
Na ocasião, João Lourenço sublinhou que o objectivo é apresentar um candidato focado nos interesses do país, e não apenas nas aspirações partidárias. “Nós não estamos só a pensar no MPLA, temos que pensar na Nação. É preciso escolher o melhor candidato para servir o país ainda melhor do que o actual Presidente”, declarou.
Na oportunidade, João Lourenço reiterou que o seu sucessor deve estar preparado para alcançar um desempenho superior ao seu.“Eu sentir-me-ei muito orgulhoso se ele vier a fazer mais e melhor do que estou a fazer hoje”, pontuou.
Ao recorrer a uma analogia, o Presidente do MPLA comparou a governação a uma corrida de estafeta: um atleta percorre a sua distância com o testemunho e entrega-o ao companheiro de equipa, que assume a liderança para dar continuidade à corrida até à meta.Com base nessa comparação, João Lourenço considerou necessário ter em conta as características de quem vai receber o testemunho. “Quem está na corrida, neste momento, sou eu. E há-de chegar o momento em que eu vou encontrar alguém a quem vou passar o testemunho. Esse alguém a quem eu vou passar o testemunho não pode estar mais cansado do que eu”, ressaltou.
Num discurso direccionado tanto aos militantes quanto à sociedade civil, João Lourenço reforçou que o escolhido para receber o testemunho deverá demonstrar vigor, competência e preparação técnica. Para o líder do MPLA, estes atributos são fundamentais para assegurar a vitória eleitoral e garantir uma governação de excelência como Presidente da República.
As eleições não podem dividir os angolanos
O líder do MPLA aproveitou o momento para apelar às forças políticas que evitem transformar as eleições num factor de divisão entre os angolanos, defendendo que o sufrágio deve ser vivido como uma verdadeira festa da democracia.
João Lourenço defendeu que o grande desafio nacional deve focar-se na consolidação contínua da paz, da reconciliação e do desenvolvimento. “O facto de disputarmos o poder pela via mais democrática que conhecemos, que é a via das eleições, não pode desunir este povo”, ressaltou o líder dos “Camaradas”.
Diante desse cenário, o líder do MPLA defendeu a necessidade imperiosa de os angolanos manterem-se firmes na preservação da unidade nacional. João Lourenço alertou que a fragmentação social e política compromete directamente os alicerces do processo de reconciliação.




