O Comité Central do MPLA decidiu impedir a participação de Higino Carneiro no próximo Congresso do partido e remeter à Procuradoria-Geral da República (PGR) elementos relacionados com alegados indícios do crime de falsificação de documentos.
A decisão foi anunciada na tarde desta quarta-feira, através de um comunicado divulgado aos jornalistas, no final dos trabalhos do órgão máximo do partido entre congressos.
Segundo a documentação a que o Novo Jornal teve acesso, o Comité Central considera que Higino Carneiro violou conscientemente as normas estatutárias e o código de ética do MPLA. O órgão deliberativo decidiu, por isso, encaminhar os factos apurados à PGR, alegando existirem “fortes indícios da prática do crime de falsificação de documentos”.
O comunicado faz ainda referência à abertura de um processo disciplinar contra o militante, numa decisão que poderá ter consequências para a sua participação na vida interna do partido.
A medida surge num contexto de preparação do próximo Congresso do MPLA, que deverá definir a liderança da organização e o seu posicionamento político para o próximo ciclo.
Os trabalhos do Comité Central decorreram sem a habitual intervenção inicial do presidente do MPLA, João Lourenço, transmitida em directo pelos órgãos de comunicação social públicos, segundo o relato divulgado.
A decisão representa um novo desenvolvimento na situação interna do partido, num momento em que se intensificam as movimentações em torno da sucessão na liderança.




