A Presidente da República da Namíbia, Netumbo Nandi-Ndaitwah, apelou às delegações dos dois países a garantirem a implementação atempada e cabal de todos os acordos assinados hoje, como aqueles que já estão em fase de implementação.
Em declarações à imprensa esta segunda-feira, 19 de Outubro, no âmbito da visita de Estado a Angola, a estadista namibiana disse que a assinatura de oito instrumentos jurídicos, na sequência da sessão inaugural da Comissão Binacional Angola-Namíbia, representa um contributo para a concretização das agendas de desenvolvimento dos dois países.
“O que fizemos não é apenas a implementação das nossas Agendas de Desenvolvimento Nacional, mas estamos também olhar para a Agenda da União Africana 2063, que é o roteiro de desenvolvimento para o continente africano, onde dizemos que até o ano 2063, África deve se tornar um continente industrializado”, reforçou.
Para Netumbo Nandi-Ndaitwah, é igualmente importante que os cidadãos angolanos e namibianos conheçam os programas acordados, de modo a compreenderem os seus objectivos e apoiarem a sua concretização.
A Presidente namibiana destacou a energia e a água como factores essenciais para a concretização das prioridades de desenvolvimento, incluindo a agricultura, o desporto, a educação, a saúde, a habitação e a construção de infra-estruturas.
Na sua visão, a disponibilidade destes recursos constitui uma condição indispensável para a execução de projectos capazes de melhorar as condições de vida das populações e impulsionar o crescimento económico.
Netumbo Nandi-Ndaitwah defendeu ainda que o sector privado deve assumir um papel central na agenda de desenvolvimento económico, sobretudo na transformação dos recursos naturais e na criação de valor acrescentado.
“É o sector privado que deve desempenhar aquele papel, enquanto nós, como governos, temos o dever de criar o ambiente propício”, afirmou.
Para Netumbo Nandi-Ndaitwah, a transformação local das matérias-primas é essencial para que os países produtores retirem maiores benefícios económicos dos seus recursos.
“A Refinaria do Lobito é parte deste valor acrescentado, porque a exportação de petróleo bruto é a exportação de emprego para outros países”, frisou.
A Namíbia pretende aprofundar a cooperação com Angola no sector petrolífero, tendo em conta a experiência acumulada na exploração de hidrocarbonetos.
Netumbo Nandi-Ndaitwah explicou que a Namíbia desenvolveu a sua legislação petrolífera nos primeiros anos após a independência, partindo do pressuposto de que o país viria a dispor de recursos desta natureza.




