O Presidente em exercício da União Africana (UA), Évariste Ndayishimiye, apelou, domingo, em New Alamein, no Egipto, ao reforço da capacidade produtiva e industrial do continente, como condição essencial para acelerar a integração económica e alcançar os objectivos da Agenda 2063.
Ao intervir na 8.ª Reunião de Coordenação Semestral entre a União Africana e as Comunidades Económicas Regionais, o Chefe de Estado do Burundi advertiu que a criação da Zona de Comércio Livre Continental Africana, por si só, não é suficiente para concretizar as ambições de desenvolvimento de África, sendo, por isso, necessário aumentar os investimentos, melhorar as infra-estruturas e promover a transferência de tecnologia.
Ndayishimiye sustentou que o continente africano precisa apostar mais na produção, transformação e valorização dos seus próprios recursos, com vista à redução da dependência externa e o impulsionamento do comércio entre os países africanos.
O Estadista burundês apontou as insuficiências da capacidade produtiva, os défices de infra-estruturas, as limitações de financiamento, a gestão dos recursos hídricos partilhados e a persistência de conflitos como alguns dos principais obstáculos ao aprofundamento da integração continental.
No que à paz e segurança diz respeito, o Presidente em exercício da UA propôs o reforço dos mecanismos africanos de prevenção e resolução pacífica de conflitos, com uma transição efectiva dos sistemas de alerta precoce para acções concretas de prevenção.
Ndayishimiye ressaltou, ainda, a importância de uma cooperação mais estreita entre a organização continental, as Comunidades Económicas Regionais e os Mecanismos Regionais, com uma divisão clara de responsabilidades para evitar a duplicação de esforços e garantir resultados mensuráveis.
O líder em exercício da UA considerou fundamental assegurar recursos financeiros previsíveis e sustentáveis para a execução das prioridades da organização continental.




