O ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Lúcio Amaral, defendeu ontem, na cidade do Huambo, a retoma urgente das obras de reabilitação da futura Academia Militar do Exército.
A infra-estrutura, afecta à Região Militar Centro, será crucial para garantir a formação contínua de oficiais superiores das distintas unidades das Forças Armadas Angolanas (FAA). Lúcio Amaral fez este pronunciamento durante uma visita de constatação realizada às instalações da antiga Escola de Oficiais Nicolau Gomes Spencer, cujos trabalhos de modernização se encontram paralisados. Na ocasião, o governante confirmou que a empreiteira seleccionada deverá montar o estaleiro nos próximos dias para reiniciar as obras e cumprir os prazos contratualmente estabelecidos. Transferência estratégica O ministro esclareceu que o principal propósito do projecto é concluir o edifício para viabilizar a transferência da Academia Militar do Lobito para a província do Huambo a curto prazo. Com esta medida, o Executivo visa dignificar as condições de instrução dos futuros formandos, potenciando a preparação técnica e operacional dos quadros em prol da defesa da soberania nacional. O governante recordou que o projecto responde a uma orientação estratégica do Presidente da República e Comandante-em-Chefe das FAA, justificando a urgência em reverter a paralisação do empreendimento. Lúcio Amaral ressaltou ainda o valor histórico do complexo, lembrando que a antiga Escola Nicolau Gomes Spencer formou gerações de quadros que hoje ostentam patentes de alta liderança na hierarquia militar nacional. Além da futura academia, a jornada de campo do ministro da Defesa Nacional no Huambo incluiu uma visita de inspecção às instalações do Instituto Superior do Exército (ISEx), localizado no bairro Académico.




