Luanda - A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, anunciou, esta sexta-feira, em Luanda, que o novo Hospital Oncológico, que está a ser construído no bairro Palanca, poderá estar concluído ente os meses de Junho e Julho de 2027.
Luanda - A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, anunciou, esta sexta-feira, em Luanda, que o novo Hospital Oncológico, que está a ser construído no bairro Palanca, poderá estar concluído ente os meses de Junho e Julho de 2027.
Sílvia Lutucuta deu a conhecer este facto à imprensa no final de uma visita do Presidente da República, João Lourenço, às obras de construção da unidade hospitalar, a cargo da empresa Omatopalo.
Por este facto, salientou que as autoridades estão a efectuar um acompanhamento das obras de construção da unidade hospitalar para que se cumpram os prazos contratuais.
“Há muito precisamos desta unidade com cuidados diferenciados, porque, infelizmente, as doenças cancerígenas são ainda das principais causas de evacuação de pessoas para o estrangeiro, bem como de mortes, tendo em conta que muitos têm procurado os cuidados de saúde tardiamente”, argumentou.
No que toca aos casos de câncer verificados no país, sem avançar dados, a ministra frisou que os mais frequentes estão relacionados com a mama e a próstata.
Por este facto, a governante referiu que esta unidade apresenta um grande diferencial, por possuir condições para a assistência aos vários tipos de câncer e os exames complementares de diagnóstico, que poderão também ser apoiados por uma área de medicina nuclear, com todos os meios necessários
Sílvia Lutucuta acrescentou que a unidade possuirá também uma vertente de formação, no que toca à especialização, e, por este facto, existe já profissionais a especializarem-se em países como o Brasil, Índia e Portugal.
Orçado em 144,2 milhões de dólares norte-americanos, o projecto apresenta actualmente uma execução física de 32 por cento e deverá ser concluído num prazo de 24 meses.
Esta infra-estrutura, a primeira do género no país, está a ser construída numa área total de 31.735 metros quadrados.
O futuro centro hospitalar integra a estratégia do Executivo para reduzir a necessidade de evacuação de pacientes para o exterior do país, garantindo em Angola serviços especializados para o diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas.
O complexo, cujas obras iniciaram em Julho de 2024, contará com um edifício principal de quatro pisos, ocupando uma área de 26.413 metros quadrados.
O rés-do-chão acolherá os serviços de urgência e emergência, consultas ambulatórias, imagiologia e diagnóstico, radioterapia, além de áreas de apoio, como lavandaria, cozinha e gestão de resíduos.
No primeiro piso estarão instaladas a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), a unidade de infusão quimioterápica, o bloco cirúrgico principal, os serviços centrais de esterilização, a medicina nuclear e a oficina de terapia respiratória.
O segundo piso será destinado aos serviços de hematologia, internamento de casos agudos, laboratório clínico, oficina biomédica e farmácia principal, enquanto o terceiro albergará novas áreas de internamento e os serviços administrativos da unidade.
O projecto contempla ainda um edifício auxiliar com morgue, subestação eléctrica, sala de caldeiras, sala de bombas e galerias técnicas, bem como acomodações para médicos, com 26 apartamentos do tipo T1, e residências para estudantes, com capacidade para 28 quartos e um parque de estacionamento para 353 viaturas.
Entre as infra-estruturas complementares constam igualmente uma central de oxigénio e a construção de um edifício de ciclotrão, equipamento fundamental para a produção de radiofármacos utilizados no diagnóstico e tratamento do cancro.
A futura unidade hospitalar está a ser erguida nas proximidades do Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento e integra o programa do Executivo de expansão da rede nacional de infra-estruturas especializadas de saúde.
Vocacionado para o tratamento integral das doenças oncológicas, o hospital deverá disponibilizar serviços de diagnóstico especializado, quimioterapia, radioterapia, cirurgia oncológica e acompanhamento clínico de pacientes com diversos tipos de cancro. PLA/AFL/SC




