Oposição acusada de concorrer a eleições por benefícios financeiros do Estado

Organizações da sociedade civil em Angola acusam partidos da oposição de concorrerem às eleições com o objectivo de obter vantagens financeiras do Estado. Segundo o manifesto apresentado, essas vantagens estariam relacionadas com assentos no Parlamento e posições na Comissão Nacional Eleitoral (CNE), prática que enfraqueceria a legitimidade da alternância política.
O documento critica o que considera um “discurso ilusório” da oposição sobre alternância política, observando que, na prática, as instituições eleitorais estariam alegadamente capturadas pelo Executivo, tornando difícil qualquer mudança real de poder.
Segundo os autores do manifesto, a postura da oposição levanta sérias dúvidas sobre o compromisso com uma alternância política genuína e a transparência dos processos eleitorais, ao mesmo tempo que compromete a confiança da população nas instituições democráticas do país.
O texto sublinha que a competição eleitoral não deve ser orientada por interesses financeiros ou estratégicos de curto prazo, mas sim pela responsabilidade cívica e pelo fortalecimento da democracia.
As organizações da sociedade civil concluem apelando à revisão de mecanismos que assegurem integridade e equidade nas eleições, defendendo que todos os partidos e candidatos devem actuar de forma responsável, transparente e comprometida com o bem-estar colectivo, em vez de se centrarem em ganhos financeiros ou políticos individuais.


