Angola acompanha a transformação digital global e constrói, de forma progressiva, as bases necessárias para fortalecer a sua capacidade nacional de cibersegurança, assegurou segunda-feira, em Luanda, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS).
Mário Oliveira falava durante a abertura do SADC Cyber Drill 2026 (Simulação Cibernética e Cooperação no Combate ao Cibercrime), evento que decorre na capital angolana até ao dia 9 deste mês.
O governante afirmou que proteger os sistemas digitais significa defender a economia, garantir a continuidade das instituições e preservar a confiança dos cidadãos, além de estreitar as boas relações entre os Estados-membros da SADC.
O ministro destacou que a construção de um espaço digital seguro exige mais do que tecnologia: requer instituições preparadas, profissionais capacitados, mecanismos de cooperação funcionais e uma cultura de segurança que envolva toda a sociedade.
Lei de Cibersegurança
Na ocasião, o titular do MINTTICS destacou que a entrada em vigor da nova Lei de Cibersegurança não encerra um processo, mas sim marca “o início de uma nova etapa de implementação, responsabilidade e cooperação” que exigirá um grande envolvimento da sociedade.
“Nos últimos meses, demos passos significativos com a aprovação da Estratégia Nacional e a criação dos Conselhos e Centros Nacionais de Cibersegurança”, disse o governante.
Nesse sentido, acrescentou que a aprovação de leis é apenas o ponto de partida. Mário Oliveira reconheceu a dimensão dos desafios futuros, que passam por transformar as metas alcançadas em capacidade efectiva para prevenir, detectar, responder e recuperar de incidentes cibernéticos. O ministro referiu ainda que o país precisa de formar mais profissionais, especialistas, investigadores e líderes capazes de construir as soluções digitais que Angola necessita.
Secretariado da SADC
Na ocasião, o representante do Secretariado da SADC, George Ah-Thew, destacou que a segurança contínua do espaço cibernético regional e dos cidadãos depende de todos, no sentido de se manterem as próprias redes protegidas.
O responsável afirmou que a introdução, este ano, da plataforma AfricaCERT Shield é uma das grandes novidades do evento. A ferramenta permitirá aos Estados-membros praticar e aprimorar as suas competências em segurança cibernética, garantindo uma maior protecção aos cidadãos quando navegam online.




