Países africanos defendem união para combater degradação dos ecossistemas marinhos

Os participantes do encontro consideram que a protecção dos mares deve ser assumida como uma prioridade continental, tendo em conta o papel dos oceanos no equilíbrio ambiental, na segurança alimentar, na economia e no desenvolvimento sustentável das comunidades costeiras.
A representante permanente da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Josefa Sako, destacou que os países africanos estão a apostar em iniciativas ligadas às energias limpas, construção de centrais fotovoltaicas e conservação dos recursos naturais, com especial atenção à salvaguarda das espécies raras existentes nos ecossistemas marinhos.
Segundo a responsável, a preservação dos oceanos deve caminhar lado a lado com o aproveitamento sustentável dos recursos, permitindo que a economia azul contribua para a criação de oportunidades e melhoria das condições de vida das populações africanas.
No âmbito da Agenda 2063 da União Africana, os participantes defenderam o reforço das parcerias entre países africanos e organizações internacionais para enfrentar os desafios ambientais, incluindo a poluição marinha, perda da biodiversidade e efeitos das alterações climáticas.
A conferência, que reúne representantes governamentais, especialistas e parceiros internacionais, procura definir estratégias para transformar os recursos dos oceanos numa fonte de crescimento económico sustentável, sem comprometer a preservação dos ecossistemas marinhos.


