Luanda – O Paquistão pretende reforçar a cooperação com Angola no domínio da Defesa, principalmente na formação de quadros, anunciou, esta terça-feira, em Luanda, o embaixador paquistanês, Naeem Khan.
Luanda – O Paquistão pretende reforçar a cooperação com Angola no domínio da Defesa, principalmente na formação de quadros, anunciou, esta terça-feira, em Luanda, o embaixador paquistanês, Naeem Khan.
Em declarações à imprensa, no final da audiência com o ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Lúcio do Amaral, o diplomata considerou boas as relações entre os dois países e destacou o papel de Angola na promoção da paz, segurança e estabilidade em África, bem como a posição do Paquistão na região da Ásia do Sul.
Segundo o embaixador, Angola é vista pelo Paquistão como um país líder na região e um importante "hub" para a África Austral, devido ao seu papel nos esforços de promoção da paz e segurança no continente.
Naeem Khan referiu que a cooperação bilateral pode ser alargada aos sectores comercial, da Defesa, político, cultural, artístico, educacional e diplomático, no quadro da cooperação Sul-Sul.
No domínio militar, destacou as oportunidades de formação para estudantes, professores e militares angolanos no Paquistão, incluindo cursos de formação, exercícios conjuntos e programas de intercâmbio de experiências.
“Angola tem um convite do Paquistão para alguns militares viajarem para o Paquistão para treinamento, partilha de experiências e participação em cursos de formação”, afirmou.
O diplomata confirmou, igualmente, a possibilidade de militares e especialistas paquistaneses se deslocarem a Angola, com o objectivo de conhecer e partilhar experiências e conhecimentos no domínio da Defesa.
Naeem Khan informou que os dois países preparam-se para assinalar, em 2027, os 50 anos de relações de cooperação, uma oportunidade para iniciar um "novo capítulo" nas relações bilaterais.
No plano económico, apontou o interesse do Paquistão em produtos angolanos, como o café, petróleo, gás, energia e diamantes.
O embaixador referiu ainda a presença de 200 e 300 cidadãos paquistaneses em Angola e salientou os investimentos de empresários do seu país.
Como exemplo, apontou o investimento de 50 milhões de dólares na província de Benguela, onde foram instaladas duas fábricas do sector alimentar.
Considerou que os 50 anos de relações permitiram aos dois países acumular experiências e que o momento é oportuno para transformar a cooperação em acções mais concretas, com maior presença de Angola no Paquistão e vice-versa.
As relações entre Angola e o Paquistão são de amizade e têm sido reforçadas nos domínios económico, comercial e da segurança pública**.LDN/ART**




