Parlamento Africano reflecte papel da mulher na promoção da justiça económica

O papel estratégico das mulheres parlamentares e empresárias africanas na promoção da justiça económica, inovação e reparação no continente foi debatido, esta quinta-feira, pelo Parlamento Pan-Africano, na África do Sul.
Trata-se de um evento organizado pelo Caucus das Mulheres do Parlamento Pan-Africano (PAP), em parceria com a Rede Mundial de Mulheres Empresárias, soube o JA Online.
A iniciativa enquadra-se nas comemorações do Dia Pan-Africano da Mulher (JPPF) e pretende realçar o protagonismo das mulheres na criação de sistemas económicos mais justos e inclusivos, sob o lema: "As mulheres, motor da justiça económica e da inovação em África".
A Conferência antecede uma sessão especial do Parlamento Pan-Africano, que decorre, de 16 de Julho a 1 de Agosto, em Midrand, África do Sul, e reforça o compromisso de colocar as mulheres no centro da agenda africana de desenvolvimento sustentável e reparação histórica.
As parlamentares foram destacadas como agentes fundamentais na definição de políticas públicas e na defesa de reformas estruturais para garantir a equidade de género.
Já as mulheres empresárias foram reconhecidas pelo
contributo na dinamização da economia africana e no combate às desigualdades sociais, sendo vistas como impulsionadoras da inovação, do emprego e da inclusão económica.
O certame ocorre num momento estratégico para o continente, em sintonia com marcos relevantes como o ano das reparações da União Africana, a adopção da Convenção sobre a Eliminação da Violência contra Mulheres e Meninas (AU CEVAWG) e a presidência sul-africana do G20, que oferece às mulheres africanas uma nova plataforma para influenciar o discurso económico global.
O encontro reuniu, ainda, decisores políticos, líderes empresariais, jovens e representantes da sociedade civil.
O Dia da Mulher Africana celebra-se a 31 de Julho.
A data foi instituída em 1962, na Conferência das Mulheres Africanas, em Dar-Es-Salaam (Tanzânia).
A efeméride é reconhecida em 14 países e ainda por oito Movimentos de Libertação Nacional.


