O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou que Portugal conta com o apoio de Angola e dos demais países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para avançar com o objectivo de tornar o português uma língua oficial das Nações Unidas.
A posição foi expressa em entrevista exclusiva à ONU News, à margem da 81.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, onde o governante português destacou a necessidade de maior protagonismo da língua portuguesa no sistema multilateral. O Governo português também defendeu que o idioma, falado por quase 300 milhões de pessoas, merece maior presença nas Nações Unidas.
Segundo Luís Montenegro, a mobilização dos países lusófonos passa por uma maior convergência entre os Estados que integram a CPLP. O primeiro-ministro revelou ter abordado directamente a questão com o Presidente da República, João Lourenço, durante os contactos mantidos em Nova Iorque, além de conversações com outros chefes de Estado e de Governo dos países de língua portuguesa.
O encontro entre João Lourenço e Luís Montenegro ocorreu a 23 de Setembro, em Nova Iorque, no quadro da agenda de reuniões do Presidente angolano à margem da Assembleia-Geral da ONU. Segundo a Presidência angolana, as conversações incidiram sobre o reforço das relações bilaterais e o alargamento da cooperação entre Angola e Portugal.
A proposta de adopção do português como língua oficial da ONU não é nova. A CPLP já havia acolhido, em 2021, em Luanda, a possibilidade de apresentação de uma proposta nesse sentido, reafirmando a importância internacional da língua portuguesa como instrumento de diálogo e cooperação.
A iniciativa procura reunir os países de língua portuguesa em torno de uma posição comum para reforçar a presença do idioma nas instituições multilaterais. A eventual adopção do português como língua oficial da ONU dependerá, contudo, dos procedimentos e decisões dos Estados-membros da organização.




