A Empresa Portuária do Amboim, sediada na província do Cuanza Sul, fechou o exercício económico de 2025 com uma grave deterioração das suas contas. A instituição contabilizou um saldo negativo de 839,5 milhões de kwanzas, o que representa um afundamento superior a 2000% face aos 29,9 milhões de kwanzas de prejuízo registados no ano anterior.
Apesar do forte agravamento do cenário financeiro, os custos com o pessoal dispararam 66,4%. A empresa canalizou 766,6 milhões de kwanzas para esta rubrica em 2025, contra os 460,5 milhões de kwanzas despendidos em 2024.
O impacto da crise refletiu-se igualmente nos resultados operacionais, que ascenderam a um valor negativo de 1,049 mil milhões de kwanzas. Trata-se de um agravamento substancial face a 2024, exercício no qual a empresa portuária já tinha acumulado perdas operacionais de 531,8 milhões de kwanzas.
Perante estes indicadores, o auditor independente alertou que as margens geradas pela prestação de serviços se revelaram incapazes de cobrir os encargos de estrutura e as despesas com pessoal. A auditoria adverte ainda que a viabilidade e continuidade das operações da empresa dependem, de forma crítica, de uma melhoria substancial da sua rentabilidade.
Já o conselho fiscal, nas suas recomendações, sublinha que a diferença não explicada entre a faturação global fixada em 1,3 mil milhões de kwanzas e as receitas reconhecidas na demonstração de resultados cifrado em 856,7 milhões de kwanzas deverá ser objecto de esclarecimento formal nas notas explicativas, acompanhado de plano de cobrança dos créditos pendentes.




