Luanda – O Presidente da República, João Lourenço, regressou, esta terça-feira, ao país, depois de participar, em Roma, Itália, no Fórum Mundial da Alimentação 2026, dedicado à segurança alimentar e à transformação dos sistemas agro-alimentares.
Luanda – O Presidente da República, João Lourenço, regressou, esta terça-feira, ao país, depois de participar, em Roma, Itália, no Fórum Mundial da Alimentação 2026, dedicado à segurança alimentar e à transformação dos sistemas agro-alimentares.
Durante a sua intervenção no fórum, o Chefe de Estado apelou ao apoio da comunidade internacional à candidatura da diplomata angolana Josefa Sacko ao cargo de directora-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), já concertada com a União Africana.
João Lourenço manifestou confiança na capacidade da candidata para liderar a organização, tendo destacado a sua experiência como secretária-geral da Organização Inter-Africana do Café e comissária da União Africana para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável, entre 2017 e 2024.
Por outro lado, considerou que África reúne condições para se tornar o celeiro do mundo, graças à disponibilidade de terras aráveis, recursos hídricos e condições climáticas favoráveis, apesar de o continente continuar a enfrentar problemas de fome e desnutrição.
O estadista apontou os conflitos armados, as alterações climáticas e a necessidade de capacitação das populações entre os factores que condicionam o desenvolvimento agrícola e defendeu políticas ajustadas à realidade de cada país, com vista ao aumento da produção e da produtividade.
Na ocasião, João Lourenço abordou o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), orçado em 4,2 mil milhões de dólares e já parcialmente executado.
O programa prevê a construção de albufeiras para armazenar água transferida do rio Cunene e de centenas de quilómetros de canais a céu aberto, nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe, para assegurar o abastecimento das populações e apoiar a agricultura e a pecuária durante todo o ano.
À margem do fórum, o Presidente da República manteve encontros com o director-geral da FAO, Qu Dongyu, e com a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, com quem abordou questões de interesse comum, perspectivas de reforço da cooperação bilateral e assuntos da actualidade internacional.
A agenda de trabalho em Roma incluiu ainda uma audiência com Eugenio Santagata, director-geral da empresa italiana Fincantieri, durante a qual foram abordadas oportunidades de parcerias industriais e de investimento em Angola.
No âmbito da candidatura de Josefa Sacko, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, apresentou formalmente a diplomata angolana na sede da FAO, em Roma, e salientou a sua experiência nos domínios da agricultura, desenvolvimento rural, segurança alimentar e sustentabilidade.
O Fórum Mundial da Alimentação reúne representantes de governos, organizações internacionais, instituições científicas e académicas, investidores e outros parceiros para debater os desafios da segurança alimentar e a transformação dos sistemas agro-alimentares.ART




