Presidente do MPLA destaca papel da mulher na consolidação da independência

Luanda – O Presidente do MPLA, João Lourenço, destacou, este sábado, em Luanda, o papel determinante da mulher angolana na consolidação da independência, paz e coesão social, e o seu contributo para a estabilidade, sobrevivência e esperança dos cidadãos em diferentes localidades do país.
João Lourenço discursava na abertura do oitavo congresso ordinário da Organização da Mulher Angolana (OMA), a decorrer de 28 de Fevereiro a 01 de Março do corrente ano, que decorre sob o lema “Mulher Angolana: Unidas para Transformar os Desafios em Conquistas”.
Sublinhou que a participação política da mulher constitui uma exigência de justiça histórica, uma condição de legitimidade democrática e uma necessidade estratégica para a unidade da governação, enfatizando que “não há desenvolvimento sustentável sem igualdade de género".
Adiantou que !não há democracia sólida sem mulheres nos espaços de decisão. Não há transformação social profunda sem o protagonismo e liderança feminina na política, na economia e na vida comunitária”.
João Lourenço prestou homenagem às heroínas da luta de libertação nacional, com realce para Deolinda Rodrigues, Irene Cohen, Lucrécia Paim, Teresa Afonso e Engrácia dos Santos, estendendo o seu reconhecimento a todas as mulheres que contribuíram para a libertação e que já não se encontram entre os vivos.
Saudou as mulheres angolanas, do campo e da cidade, da base aos escalões mais altos da organização, do Partido e da sociedade, sublinhando a sua capacidade de sustentar famílias, educar gerações, dinamizar comunidades e participar activamente na vida política, social e económica do país, apesar das adversidades.
De acordo com o Presidente, a OMA é uma organização de massas do partido e um dos seus pilares históricos e estruturantes, recordando que, com sacrifício e coragem, as mulheres contribuíram para a causa da libertação nacional, da paz, reconciliação e reconstrução do país.
Referiu que o seu partido continua a fortalecer-se com as mulheres, projectando-se para o futuro para vencer os desafios políticos, económicos e sociais do tempo presente, e considerou as mulheres angolanas o rosto da resistência quotidiana e a base real da coesão social, sobretudo nas comunidades onde a presença do Estado não se faz sentir com a rapidez desejada.
O Presidente do MPLA sublinhou que o seu partido e o país atravessam um momento político decisivo, marcado pela preparação do nono Congresso Ordinário do MPLA e pelo percurso rumo às próximas eleições gerais, em 2027, apelando à unidade, disciplina e mobilização das mulheres para os desafios que se avizinham.
João Lourenço salientou que a vitória do MPLA nas próximas eleições gerais será, em grande medida, construída nos bairros, comunidades, mercados, igrejas, escolas e famílias, espaços onde a mulher tem influência directa e determinante.
Segundo disse, a preparação do nono congresso ordinário do seu partido e as eleições gerais de 2027 exigem uma OMA mais mobilizadora, coesa e cada vez mais inserida na sociedade.
Para além de eleger a nova secretária-geral da organização, o congresso vai definir as linhas estratégicas para o mandato 2026/2031, assim como apreciar o relatório da direcção cessante, aprovar os novos Estatutos, Programa de Acção e a Tese para o próximo quinquénio.
Vão igualmente eleger os órgãos de direcção individuais e colegiais.
Para a liderança da organização, o Bureau Político do MPLA validou a candidatura de Carlota Dias como candidata única ao cargo de secretária-geral, em substituição de Joana Tomás, eleita em 2021.
Participam no congresso duas mil 272 delegadas vindas de todo o país e do estrangeiro.
A Organização da Mulher Angolana (OMA), braço feminino do MPLA, foi fundada a 10 de Janeiro de 1962, no então Congo Leopoldville, durante a luta de libertação nacional.


